sábado, 1 de outubro de 2016

Hugo Gaspar, o mentiroso irascível


Hugo Manuel Dias Gaspar, conhecido também pelo aliás bloguístico "FireHead", é, como já ficou bem vincado em posts anteriores, um mentiroso compulsivo, e um troca-tintas de primeira apanha. A propósito da sua última grande mentira, aqui documentada, o confuso rapazola ainda teve a lata de afirmar que "podiam ter sido muçulmanos como podiam não ter sido". Ou seja, para o Hugo Gaspar tudo o que aparece mal-feito foram...os muçulmanos. Ora bem, querem ver o que o Hugo Gaspar fez no outro dia?


Estão a ver o que é que o desenvergonhado fez ali, mesmo no meio da rua?!?! Que era uma cavalgadura já se sabia, agora que precisava de fralda, é uma surpresa. Quer dizer, pode ter sido como pode não ter sido, "é naquela", tão a ver? Ah mas sim, há novidades!


Aí está mais um exemplar da desonestidade e da mentira que são apanágio do Hugo Gaspar. Claro que mais esta triste pantomimice não é mais que uma tentativa patética de agitar as águas turvas da ignorância onde navegam os imbecis que não clicam nos links que este pateta alegre ali deixa, preferindo antes acreditar no esterco que o energúmeno publica:



Como se pode ver, o mayor londrino, democraticamente eleito mas com quem o Hugo Gaspar implica pelo simples facto de ser muçulmano, não falou em "rotina" nenhuma, e até foi bastante feliz nos seus comentários. Sim, "faz parte", pois é, senão vejamos:



IRA e ETA, dois grupos separatistas armados, considerados terroristas, responsáveis por centenas de atentados e milhares de mortes em cidades como...uh, sei lá, Madrid? Londres? Barcelona? Só a ETA levou a cabo quase um atentado por dia entre Julho e Agosto de 2000, como podem ver pelo quadro em baixo. Pois, nada que preocupe o Hugo Gaspar, pois essas bombas "rebentam menos", e as vítimas "morrem felizes". O problema são "os muçulmanos", ao ponto...


...da própria polícia querer desistir, cheia de medinho!! Uh uh, que medo! Vão-se todos esconder debaixo da caminha, como faz o Hugo Gaspar quando lê mais MENTIRAS que depois publica todo contente. E onde foi ele buscar mais esta?



Ao entreposto das mentiras mais conhecido por Breitbart, claro. Se forem lá ler aquele estrume fumegante que insulta o jornalismo a sério ao fazer passar-se por "noticiário", vão ver que NÃO DIZ LÁ EM PARTE NENHUMA QUE 80% DOS POLICIAS NA SUÉCIA QUEREM ABANDONAR A CARREIRA. O Hugo Gaspar pela-se pelas mentiras publicadas por estes imbecis como ele. E há mais:


O que é que incomoda tanto o Hugo Gaspar nas quecas dos outros, afinal? Que não são dadas com ele? Mas não deve ser isso, porque ainda hoje um amigo meu disse-me lá no Facebook que costuma vê-lo na zona dele e que aparece com ar efeminado, deve ser porque é homossexual. Agora, o Hugo Gaspar sabe muito bem o que quero dizer com isto, e se fosse a ele comia era caladinho e bem caladinho, senão vai ficar a saber de coisas que são CRIMES, ao contrário da imigração ilegal (a sério, o imbecil teima que a imigração ilegal é um crime LOL).





sexta-feira, 30 de setembro de 2016

O regresso (daquele que nunca partiu)



Oh oh oh, vide só quem está de volta, depois de nunca ter partido: Afonsina, nom-de-guerre de CELSO NUNO MARQUES CARVALHANA, indivíduo mais conhecido por "bruxo do PNR" - um pobre pateta que eles têm para lá, em suma:


Ó pra esta linda imagem do "manine" a sair "dubanhe". Pois é, e desta vez regressou com um vídeo ilustrativo do enorme peido de cona incoerente que é, este lerpa, e com dedicatória a "moi", ainda por cima! 


Pois. No vídeo (que podem ver aqui, um monumento ao "punk pathetique" de fazer os Toy Dolls corar de inveja) que apresenta o seu regresso, CELSO NUNO MARQUES CARVALHANA explica pela 4558554ª vez "que não é o blogueiro Caturo", ou lá o que é que lhe causa cócegas na anilha, e eu quero lá saber? Sugeri 1 (uma) vez que o tipo era a mesma pessoa que o autor lá do outro blogue facho, e o gajo desfez-se em justificações que não é, blá blá blá, e desta vez diz que a "prova" é o facto de "falar com sotaque nortenho". Pois. Ah sim, e quem quiser ter mesmo a certezinha absoluta, pode ir beber um cafézinho com este enorme imbecil! Mas atenção: o convite está aberto apenas a pessoas que nunca em circunstância alguma revelariam que CELSO NUNO MARQUES CARVALHANA é de facto Afonsina de Portugal, que se bem se recordam...


...é aquele indivíduo que a propósito do cartaz do Bloco de Esquerda sobre a adopção por casais do mesmo sexo desatou a fantasiar sobre o falo de Deus! Isso mesmo, CELSO NUNO MARQUES CARVALHANA foi até hoje a única pessoa neste planeta a projectar uma relação homossexual entre Deus e S. José. E mais:


Foi o mesmo indivíduo que apareceu no Martim Moniz ostentando um cartaz em árabe dirigido aos bengalis e aos paquistaneses que fazem comércio naquele local e na Praça de Espanha. Ah, Paquistão e Bangladesh...a "nova Arábia". O mais curioso é que a Afonsina, que garante a pés juntos não ser o CELSO NUNO MARQUES CARVALHANA, veio justificar-se desse lapso, dizendo que "os bengalis aprendem árabe" na mesquita e não-sei-quê. Tre-tas! A inteligência foi-se toda com o cabelinho de cima da mona, não foi, ó tótó?


Mas isto de engolir melões é coisa a que o moço já deve estar habituado, afinal. Cheio de fé que a selecção portuguesa não ia além das boas intenç­ões do costume no último Europeu de futebol, deu-lhe para pegar na vertente multi-étnica na selecção de todos nós (menos dele, claro, e o próprio deixa isso bem patente). Deixa lá ó melga, já deves estar habituado a ficar a chuchar no dedo. É nos prognósticos...é nas eleições, e tal...



E agora regressa, prometendo "nunca mais deixar de publicar" o seu blogue asqueroso - nem a própria morte o impedirá, acrescento eu! Já o consigo imaginar, ali com aquele look todo futurista..."CELSO NUNO MARQUES CARVALHANA...bzzzzz...reporting....crrrr...from planet Kagalhon....bzzzzrrrrr!". Isto apesar das razões que o levaram a fechar o blogue serem tão pífias como as que o levaram a reabri-lo, e sem ninguém lhe ter pedido porra nenhuma. 


Uiii...olha ali o Fantópera da Asma (primo distante do Fantasma da Ópera) e as suas "ameaças". Que medo! Olha, outra vez: vai para dentro e não te constipes.





Futebol e "racismo": Made in England


Inglaterra, carcaça daquele que foi em tempos o maior império do planeta, morada de 50 milhões de snobs, inventores e profusores daquilo que entenderam designar de "racismo". Ah, e parece que inventaram o futebol moderno, também, indo depois estragar tudo ao combinar as duas "invenções". Nesta capa de um daqueles pasquins onde os ingleses adoram publicar escândalos e difamar tudo e todos, vemo-los a EXIGIREM à UEFA que tenha mão dura nos russos do CSKA Moscovo, cujos adeptos entoaram "cânticos racistas" ao jogador Yaya Touré, do Manchester City, durante um desafio da Liga dos Campeões. Os ingleses são as últimas criaturas que deviam exigir fosse o que fosse neste particular. Foram eles quem inventou o "racismo", e o resto da humanidade não tem nada a ver com as suas frustrações e preconceitos.



Um episódio deveras curioso decorreu durante a época de 2011/2012, entre o uruguaio Luis Suárez, na altura a representar o Liverpool, e o defesa francês do Manchester United, Patrick Evra.  Suárez que não é loiro de olhos azuis, muito longe disso esteve suspenso por oito jogos e foi obrigado a pagar uma avultada multa, além de ser sujeito a uma extensiva humilhação por parte de uma imprensa que "fez um banquete" de um desaguisado entre os dois jogadores, à pala do facto de Evra ser preto. Enquanto choviam acusações de toda a espécie contra Suárez, nunca em circunstância alguma alguém se lembrou de atestar junto dos colegas pretos do jogador no Liverpool o quão "racista" ele era. Assim de repente lembro-me de Suárez ter partilhado o balneário na altura com David N'Gog, David Ecclestone ou ainda a então promessa Raheem Sterling, hoje uma certeza no Manchester City. Assim não se vendia papel, nem a opinião pública britânica ventilava a sua brutalidade num jogador estrangeiro. Mas a História "trama" os ingleses, mesmo neste aspecto. Façamos uma pequena retrospectiva.


Jack Leslie, na imagem, foi o primeiro futebolista preto a adquirir o estatuto de profissional na Inglaterra, tendo representado o Plymouth Argyle entre 1921 e 1934, e foi também o único da sua geração. A hipótese de representar a selecção do país onde nasceu (em Canning, filho de pai jamaicano) foi imediatamente posta de parte - adivinhem agora porquê. 


Ah, "campeões do mundo", que lindo, do "império onde o sol nunca se põe", e todos branquinhos como o cal. Recorde-se que nesse mundial de 1966 a selecção portuguesa contava no seu onze inicial com Coluna, Eusébio e Hilário. Pressupostos étnicos quando o que interessa é saber jogar à bola? Ah pois, e os "racistas" são os outros.


Foi preciso esperar até 1978 para que um jogador não-branco vestisse a camisola dos 3 leões. O autor da proeza (eu recusaria) foi Viv Anderson, um dos esteios da equipa do Nottingham Forest que foi duas vezes campeã da Europa. Graças ao seu "feito", o jogador foi feito cavaleiro do Império Britânico! Que..."honra". Blergh!


A selecção inglesa de 1986, que participou do mundial do México, treinada pelo nosso conhecido e saudoso Bobby Robson. Além de Anderson, na altura já veterano, contava ainda com John Barnes, o extremo do Liverpool de origem jamaicana, igualmente de qualidade inquestionável. É possível que Robson quisesse incluir outros jogadores pretos na sua escolha, mas deve-lhe ter sido dito qualquer coisa como "calma, estás com a 'febre da selva' ou quê"?!


O primeiro capitão não-branco da selecção inglesa foi Paul Ince, em 1991 - 25 anos depois de Mário Coluna ter ostentado a braçadeira dos "Magriços" naquele mundial de boa memória para Portugal. Outra efeméride para se aplaudir de pé, portanto. Agora, para que não se pense que isto é "uma coisa dos britânicos"...


...eis o primeiro internacional escocês não-branco: Andrew Watson, natural da Guiana. E em que ano vestiu este rapaz a camisola da selecção da Escócia? 1888!!! Isso mesmo, 90 anos antes de Viv Anderson ter inaugurado o fim do preconceito que os ingleses querem agora incutir como sendo problema dos outros! Vão-se catar, ó bifes. Engulam lá isso do "racismo", que foram vocês que cozinharam. E como toda a restante gastronomia inglesa...






расизм, Блядь!



Adivinhem quem veio para jantar? Isso mesmo, o tal "racismo", e nem a primeira frase deste texto podia ter sido melhor escolhida. Por mim. Genial. Eu. Bom, o "racismo", que sem aspas existe a rodos em locais como os Estados Unidos, onde a tez escura da pele começa por ser um "comportamento suspeito", podendo depois passar a "elemento de prova do crime" em tribunal. Isto quando não dá direito a levar com um "supositório", que sem aspas é uma alternativa preferível a esta, por incrível que pareça - pelo menos continua-se vivo. Na Rússia podem-se verificar inúmeros episódios de "racismo", e se no que toca a muitas outras coisas que fazem destes os antípodas dos "cowboys" americanos, aqui este terrível atentado à dignidade humana também se apresenta na forma gasosa: com aspas, sem correntes nem grilhões, e apesar de se arriscarem a ouvir uma outra boca de quando em vez, os não-russos podem usar os mesmos autocarros e entrar nos lugares pela mesma porta que usam os russos. Na Rússia bem que podiam anunciar o "racismo" como sendo "seguro para diabéticos", ou "indicado para vegans". Só seria mentira se anunciassem tabaco que não fizesse mal à saúde. Vamos lá então ver quão "racistas" são os russos - que eram malvados já todos nós sabíamos, agora isto...parece grave!



Esta é a equipa do FC Rostov, da cidade russa de Rostov-na-Donu, que fica a pouco mais de mil quilómetros a sul de Moscovo, perto da fronteira com a Ucrânia e junto do Mar Negro. Irónico, este detalhe quanto ao nome do mar, uma vez que o clube foi castigado pela UEFA há duas semanas devido ao comportamento dos seus adeptos durante um desafio internacional. Tudo aconteceu durante o jogo da segunda mão do "play-off" de acesso à Liga dos Campeões deste ano, contra os holandeses do Ajax, onde o Rostov fez história ao obter uma qualificação inédita para a elite do futebol europeu. E pode-se dizer que foi em grande estilo, com uma vitória por 4-1 em casa  depois de um empate a uma bola em Amesterdão, e contra um adversário com muitas mais "pedigree", e mais variado, também. O Ajax é há muito conhecido por ser um clube que étnica e culturalmente representa muito mais que a sua cidade, e até país, e conta nas suas fileiras com vários jogadores oriundos de ex-colónias holandesas das Caraíbas, como Suriname ou as antigas Antilhas Holandesas, bem como de origens tão diversificadas, que foi lá que se deram a conhecer o finlandês Jari Litmanen, o sul-africano Benny McCarthy, o uruguaio Luis Suárez ou o sueco Zlatan Ibrahimovic, que tem ascendência kosovar - querem mais "global" que isto? Sabemos disto, está à vista de todos, mas talvez fosse uma novidade para os adeptos do Rostov, que no calor da festa entoaram "cânticos racistas", segundo a UEFA, e aparentemente dirigidos aos jogadores do Ajax, apesar de não terem indicado o remetente, ou sequer cantado, que penso que é o que se faz quando se "entoam cânticos": canta-se. O que fizeram foi imitar aquilo é comummente designado por "ruídos da selva", e com maior incidência cada vez que a bola passava por um jogador preto do Ajax. Agora segurem-se bem, que vamos passar por poços de ar e vai haver alguma turbulência.


Pode ser que já tenham reparado na imagem anterior a esta que o plantel do FC Rostov não é propriamente o que pode considerar de "homogéneo". Além dos 16 russos e de alguns "vizinhos" da Europa de leste, contam com dois iranianos, um espanhol, um equatoriano, e dois africanos - um do Mali, e outro do Senegal. O ano passado jogava lá o defesa-esquerdo internacional angolano Bastos, entretanto transferido para a Lazio de Roma. Muito "africanos" portanto, e não "mais ou menos africanos", do tipo egípcios, tunisinos ou esses que são conotados com outras modalidades de preconceito além da cor da pele - ou mais alguns a juntar a esse. Então que "racistas nojentos" são estes, que para uns imitam o ruído de chimpanzés ao mesmo tempo que batem palmas ao Moussa Doumbia e ao Papa Gueye que não são filhos da mãe Rússia nem menos pretos que os pretos do Ajax? E na ronda de qualificação anterior ao "play-off" já tinham defrontado o Anderlecht, que há 400 anos seria confundido com o entreposto de algum negreiro sediado no Congo e na Zâmbia. Serão todos os russos "racistas"? E terão fundamento os receios que se têm levantado quanto à organização do mundial da FIFA daqui a dois anos na Rússia? Vamos lá abrir esta m... e ver porcaria que está lá dentro.



O FC Rostov passou a ter mais visibilidade com este incidente, pois teve lugar debaixo dos holofotes da competição internacional de clubes mais importante do mundo. Mas ainda não sonhavam entrar pela porta de serviço deste exclusivo clube de milionários, e já se falava de um certo mal estar em termos de convivência inter-cultural - se é que cabe um derivado de uma palavra tão nobre como "cultura" nesta intragável salada. Corria o ano de 2014, e o treinador do Rostov era notícia por ter proferido declarações ra...esperem, vou-me manter no personagem, e já vão entender porquê - declarações parvas. Assim sim. Na altura a equipa tinha seis jogadores africanos no plantel principal, e quando questionado sobre rumores que davam conta da contratação de mais um, Igor Gamula respondeu qualquer coisa como "já temos aqui sete pretos, e ainda nos querem mandar mais um"? Este indivíduo é uma besta, sem dúvida, e antes disto já tinha feito um comentário a propósito de uma vaga de lesões no plantel,  que coincidiu com a última epidemia do vírus Ébola, e sugeriu que alguns dos jogadores indisponíveis tinham contraído o vírus. Nada me garante que não tenha sido a imprensa a fazer essa associação de ideias, pois na hora de remexer no estrume para cheirar mais mal e vender papel, imaginação é o que não falta na hora de fazer segundas e mais leituras do tipo extensivo e abusivo. Olhem para aquela  notícia ali em cima: "Os cinco jogadores africanos do clube recusam-me a treinar porque o treinador fez aquelas declarações". Deixa-me cá pensar qual é a figura de estilo a que os camaradas que se lembraram de escrever aquilo recorreram...ah, afinal não é uma figura de estilo, mas sim aquilo que tecnicamente se designa por MENTIRA.


Este é o grande responsável que pelo sucesso do FC Rostov: Kurban Bardyev, que apesar de aparecer nesta imagem a apelar à divina misericórdia, não se pode dizer que tenha passado por grandes tormentas. A VERDADE, uma coisa cada vez mais rara e preciosa, é que o tal treinador "racista" do Rostov é na realidade treinador das reservas do clube, e digo "é" porque depois de ocupar interinamente o cargo de técnico principal DURANTE DOIS MESES da época de 2014/2015, voltou ao posto que ocupava e ainda ocupa. Após a demissão do montenegrino Miodrag Bozovic, VLveio Gamula, que depois deu o lugar a Bardyev, que reforçou o plantel e foi o que se sabe: garantiu a manutenção nessa época e foi vice-campeão no ano passado. Gamula ocupou o cargo de interino durante um período em que o Rostov estava em risco de declarar insolvência, e os jogadores estavam há meses sem receber - E POR ISSO É QUE SE RECUSARAM A TREINAR. Nada a ver com "comentários racistas" nem nada que se pareça, e é de lamentar que quando o Rostov estava a passar por um momento difícil, viessem o abutres com vontade de depenicar a carniça. Provas do que estou a dizer? E se perguntarmos a uma das "vítimas" do "racismo"?


Este é o sul-africano Siyanda Xulu (não confundir com o cão da Maria Vieira, que se chama "xulo"), que meses depois do incidente regressou ao seu país para jogar pelos Kaiser Chiefs. Naquela entrevista a uma revista de desporto da África do Sul e fez um balanço dos dois anos e meio que passou na Rússia, e diz que a razão da sua saída NADA TEVE A VER COM RACISMO - nem dinheiro, mesmo que esse dê sempre jeito, claro. De facto Xulu, que ainda é um jovem, passou por um período de adaptação na primeira época, jogou regularmente no onze inicial na segunda, e a meio da terceira não se conseguiu impor e decidiu sair. De facto era difícil que os QUATRO africanos da defesa do Rostov fossem todos titulares, mas os dois médios oriundos desse continente entravam sempre nas contas de Gormula, "o racista". Se calhar punha-os a jogar para os humilhar, o malvado. E por falhar em humilhação:



Outra notícia da mesma altura, esta de Dezembro de 2014, durante a "época alta" do "racismo" em Rostov. O ganês Guetor Kanga, um dos tais médios habitualmente titulares, foi "vítima de cânticos racistas" durante um jogo fora contra o Spartak de Moscovo, e respondeu com um "gesto inapropriado". Tradução: os adeptos do Spartak começar a guinchar feitos chimpanzés e o jogador fez-lhes um manguito. E notem novamente aquela notícia, um exemplo de "isenção e rigor"; dão destaque à suspensão do jogador, como se fosse uma coisa surrealista, e ali em baixo em letras miudinhas lemos que o Spartak foi multado pelo "racismo" dos seus adeptos. E seria sempre multado, enquanto que se o jogador tivesse ficado quieto, nada lhe acontecia. Um mal não apaga o outro, e o castigo por conduta imprópria está previsto nos regulamentos. Curiosamente há um episódio semelhante e muito mais recente, que passou mais ou menos despercebido:




Emmanuel Frimpong, médio defensivo também natural do Gana e formado nas escolas do Arsenal de Inglaterra, cansou-se de esperar por um lugar ao sol no clube londrino e foi para o frio russo ganhar rublos - os russos pagam bem, quando pagam, claro. O clube que contratou Frimpong é o FC Ufa, da cidade da Basquíria com o mesmo nome, e não se pode dizer que a sua estreia tenho sido a mais feliz. Logo no jogo da primeira jornada do campeonato russo, o Ufa foi jogar a Moscovo contra o Spartak, que aqui reincide na ofensa, e após os "sons da selva", teve a atitude que se vê na imagem e foi expulso. "Incrível, respondeu a insultos 'racistas' e ainda foi expulso!"- dirão os mais entusiastas do "todos corridos a tiro ainda era pouco". E queriam o quê, que da próxima vez o gajo levasse para lá um AK47 e disparasse uma rajada para a bancada de onde viessem os "cânticos racistas"? E serão os adeptos do Spartak "racistas" militantes, daqueles com quem é impossível jogar xadrez com eles, porque no tabuleiro só querem as peças brancas? Vamos ver a ficha desse jogo em que o Frimpong "não aguentou" trinta minutos de "constante agressão racista".


Ora, então que o Ufa acabou por levar um ponto de Moscovo, mesmo com a jogar 60 minutos com dez unidades? E o que é isto, o Spartak tem lá o holandês Quincy Promes e o nosso conhecido Zé Luís, avançado cabo-verdiano que jogou no Sp. Braga? E vejam como ele marcou o segundo golo da sua equipa e tudo! Os adeptos "racistas" do Spartak devem ter vomitado de nojo, quando "repararam" que o autor do golo era um dos tais com que eles brindam com "cânticos racistas". E até acredito que sim, que quer o Promes quer o Zé Luís "aturam" estes e muitos outros impropérios, e tudo porque...ora bolas, não se vê logo? Como é que os russos vão "pegar" com os seus adversários, se não constatarem o óbvio? Falo "de fora", pois não sendo preto não sei o que sente um quando é presenteado com este...hmm...esta parvoíce, pronto. Mas se fosse, optava por fazer igual ao exemplo que se segue:


Assim. Isto aconteceu com Renato Sanches, a nova coqueluche do futebol português, no final de uma partida do Benfica em Abril último em Vila do Conde. Um bando de energúmenos semi-alfabetizados (possivelmente do bairro das Caxinas ou outro onde as crianças abandonam a escola primária para se dedicar à faina fluvial) apupam o jogador, emitindo os tais "ruídos da selva". E o que faz ele? Responde com um gesto imitando um macaco, como quem responde "macacos são vocês". Podia ter optado por recordá-los que às 5 da matina tinham que tirar o cu da caminha para ir lançar a rede, e que se calhar o melhor era irem comer as papas de sarrabulho e ir dormir, mas foi superior à provocação.


E agora um exemplo de como NÃO se deve reagir: Samuel Eto'o, antigo internacional camaronês e figura de proa do FC Barcelona, aqui a fazer birra e a ameaçar abandonar o terreno de jogo. Só pode ser mesmo muita arrogância, pensar que todo o "racismo" só planeta é dirigido única e exclusivamente a ele, e mais, de que o jogo seria interrompido ou suspenso porque a "prima donna" ficou ofendida.


Ou ainda aqui, quando Yaya Touré resolveu que queria "ir para casa", depois de ouvir "bocas" de um jogador do CSKA Moscovo durante uma partida a contar para a Liga dos Campeões em 2011. E logo  com o Manchester City, clube do país onde inventaram esta pantomina que dá pelo nome de "racismo", e com o qual se fartam de facturar. Quer dizer, tanto este como o Eto'o não são pagos quanto basta para aturar coisas destas e muito mais? E o que dizer...


...disto, por exemplo? Portanto, temos aqui uma notícia que dá conta de "cânticos insultuosos" da parte de adeptos do Sevilha dirigidos ao jogador português João Cancelo. Uh?!?! Mas o João Cancelo...é branco?!?! Oh, a humanidade! E no fundo não devia ser assim que os comportamentos menos próprios dos adeptos de um clube deviam ser tratados, fossem eles quais fossem?


Mas então na Rússia, onde se conta também um respeitável historial de incidentes com bananas atiradas a jogadores pretos (Roberto Carlos foi uma das "vítimas", no tempo em que alinhava no Anzhi Makachkala), pode-se dizer que os adeptos são, er, "racistas"?


Bem, alguns têm uma certa dificuldade em escolher as "companhias", optando por aqueles que ostentam uma certa simbologia que pode não ser do agrado de muita gente...




...mas no fim de contas, que problema há se alguns mentecaptos gostam de ir para estádios de futebol carpir as suas frustrações na companhia de outros grunhos como eles? Eu arrisco a prognosticar: a Rússia vai organizar um mundial "às direitas". Já quanto a todo o resto, bem, não ponho as minhas mãos no fogo por ninguém, quanto mais pela Rússia.


quinta-feira, 29 de setembro de 2016

sábado, 17 de setembro de 2016

Defes (I got the power!)


Uma das polémicas que fez correr muitos "bites" nas redes sociais na última semana foram as declarações de Joaquim Vieira, director-adjunto da RTP, a propósito dos Jogos Paralímpicos, que decorrem desde o dia 7 no Rio de Janeiro, e têm a sua cerimónia de encerramento amanhã. Confesso que nunca tinha ouvido falar do senhor em causa, mas isso deve ser porque não leio o "Produções de TV VIP magazine", ou o "Behind the scenes TV times". A verdade é que pouca gente o conhecia até "estalar" esta controvérsia, mas nem por isso as "massas furibundas", sempre em ponto de rebuçado e à espera de apanhar comentários desta tez, se inibiram de lhe atirar com tudo o que tinham à mão. 

Joaquim Vieira foi desleixado - mais do que isso, desastrado - e pôs-se a jeito para fazer de tábua de tiro ao alvo aos "anger junkies" da rede, que nem pensaram duas vezes antes de lhe enviar os mais criativos insultos, ameaças e outros "mimos", sempre com a convicção de que os seus actos estão a ser legitimados por aquilo que o jornalista disse. Mais: aquilo que ele pensa, e basta um pouco de imaginação. Não sei onde é que isso está ali naquele comentário de três linhas, mas para muita gente Joaquim Vieira só pensa numa coisa desde que acorda até que vai dormir: a eugenia nazi. Quando almoça pensa o que seria se em vez dos carapaus tivessem sido os deficientes a ser fritos no óleo da cozinha do restaurante onde está a comer, e quando toma banho fica a suspirar por  sabão feito com gordura de paraplégicos. Só pensa nisto, mais nada. 

NOTA: Este post já me valeu diversas ameaças de morte, além da condenação a todas as penas do Inferno, para não falar das pragas sobre os familiares mais próximos, que, coitados, não têm nenhuma responsabilidade no que penso e escrevo. Não discorro sobre o grau de intolerância que muita gente aqui revela, mas tenho de admitir que a forma sintética como escrevi o post deu origem a equívocos, e por isso, como já disse num comentário em baixo, não posso deixar de lamentar ter ferido a sensibilidade de muitos com esta opinião. Fui acusado de muita coisa que não sou (entre elas, a que considero mais grave, de fazer a defesa do eugenismo) e que está nos antípodas da minha visão do mundo e da minha filosofia de vida. Sou totalmente a favor da inclusão e dos direitos dos menos capacitados, e entendo mesmo que nesse terreno ainda existe muita coisa por fazer e reivindicar, designadamente quanto à vida quotidiana. Aceito também que tenham a ambição de enveredar por práticas desportivas, assim como de entrar em competição. A minha crítica dirige-se ao espetáculo montado com os Jogos Paralímpicos e não aos que neles participam, que cumprem um sonho de vida e procuram dessa forma a sua realização pessoal. Choca-me a atribuição do estatuto de Jogos Olímpicos (ou equiparados) a estas provas, como se houvesse dois universos que se equivalessem ao mesmo nível e não se cruzassem (daí eu ter falado em apartheid desportivo). Mas Jogos Olímpicos só há uns, e, como eu também já disse, destinam-se a premiar os melhores da raça humana (ou espécie humana, como preferem os puristas), homens e mulheres, em cada modalidade. Os Jogos Paralímpicos, sinceramente, não sei a que se destinam. Condescendentes e paternalistas, os Jogos Paralímpicos criam nos seus participantes a ideia de que podem ser campeões (ou como os campeões) olímpicos. Não podem. Lamento desiludir muita gente, mas há só um Usain Bolt e um Michael Phelps. Não existe o Usain Bolt nem o Michael Phelps dos Paralímpicos. Por muito que alguns nos queiram convencer do contrário.
Dias depois Joaquim Vieira volta ao Facebook e explica exactamente o que queria dizer com o comentário onde chama aos Paralímpicos "espectáculo grotesco" - dias tarde demais, portanto. As considerações que faz, por aquilo que eu entendo delas, contradizem-se em termos: como é que pode ser grotesco aos olhos de "quem não possui deficiência", mas ao mesmo tempo existe "para gáudio" dos mesmos? Penso que não estou a interpretar mal, pois o senhor fala na condição de não-deficiente para outros não-deficientes, procurando passar para texto algo que se calhar muita gente pensa, só que acaba por fazê-lo de forma desastrosa. Tenho fortes razões para acreditar que o sr. Joaquim Vieira não é uma má pessoa, não despreza as pessoas com deficiência, nem se ri da singularidade que representa alguém com menos capacidades tentar a todo o esforço fazer o mesmo que as pessoas minimamente funcionais. Mediu mal as consequências da opinião que emitiu, e quem sabe se ingenuamente, e não está ao corrente do que se passa nas redes sociais, onde para ir fazer de carne para canhão pouco importa o que quis dizer, mas apenas o que disse; "na na, o que ali está é o que toda a gente leu, portanto não venha cá com coisas". E no fundo aqui aplica-se na perfeição a velha máxima popular do "cada cabeça uma sentença":


Aqui está um excelente exemplo do que são as redes sociais: toda a gente QUER ter uma opinião, e acha-se no "direito de a expressar", e ai de quem discorde deste novo conceito de "liberdade", que está para a troca de ideias como a "fast food" está para a restauração convencional. Mesmo que inicialmente não se tenha qualquer opinião formada sobre determinado tema, ou conhecimentos que permitam opinar coerente e racional, "era o que faltava", ficar calado quando pode anunciar ao mundo a sua presença. Alguém é capaz de discernir o que é um "direito" sem perder a noção do ridículo? E já agora, se é tudo uma questão de "direitos" e aquilo é a "opinião", e por isso é "pessoal", com que direito, e aqui sem aspas, se faz o julgamento e condenação do tipo na Praça Pública? E antes do veredicto já tinham a fogueira preparada e tudo, para "adiantar as coisas". Julgamento? Formalidade. Direito à defesa? Balelas. Presunção da inocência? Andam a ver muitos filmes, é o que é. Arde! Arde! E já agora mandem este lá para dentro também; se está a explicar o que o outro queria dizer com aquilo que serviu para fazer esta festarola toda, é porque "pensa da mesma forma", e "concorda". É cúmplice, nazi, não levanta a tampa da sanita quando mija, cheira a sovaco e não simpatiza com animais. Provas disto que estou a afirmar? Para quê? Não vêem que o tipo não desatou a chamar os nomes todos ao outro, "como mandam as regras"? Sim, depreendi tudo isto sem sequer entender exactamente o que este camarada está ali a tentar dizer com aquele texto confuso.

Estou a ser sarcástico, e como podem agora perceber, nota-se bastante. Pudera, se eu não carrego no "sal-casmo" ainda vão achar que estava a falar "a sério", e comem tudo assim mesmo, indiferentes ao sabor insonso. Isto basicamente tudo se reduz a uma orquestra de sapateiros, cada um com o seu rabecão; posso não entender a ponta de um corno de Física quântica, mas como estou ligado à rede e posso aceder a páginas onde se discute tudo e mais alguma coisa, acho-me no "direito" (sim, estou a citar estes tais "junkies" das "liberdades", como aquele ali em cima) de deixar lá uma opinião, comentário, ou então simplesmente insultos, que é o que acontece quase sempre com quem fala do que não sabe e acaba por dizer merda, chamam-lhe a atenção para a sua conduta de imbecil, e fica "ofendido" por lhe negarem o "direito" a "expressar o seu ponto de vista" (ceguinho que nem uma toupeira, neste caso). Ah sim, e se quanto a estes ainda pode haver quem tenha alguma comiseração devido à burrice que ostentam e da qual ainda se orgulham, há ainda a classe dos parasitas:



Vamos lá ver se consigo aplicar a mesma lógica que serviu para "crucificar" o sr. Joaquim Vieira, e ainda com o aliciante de o fazer com o Eduardo Madeira, que é um atrasado mental por opção, ao contrário dos deficientes de que fala. Então olha lá ó minha besta, se a corrida era destinada a portadores de deficiência invisual (designada por T13), o que é que tem de tão especial que as pernas destes corram tanto ou mais que as das restantes pessoas? Ou se calhar vão achar isto um exemplo de estoicismo, "a la" Chariots of Fire, porque os tipos "não vêem nada à sua frente", numa pista oval, um ambiente a que estão mais do que habituados porque é lá onde treinam? Onde lhes basta mexer as pernas sem precisar de exercer qualquer tipo de cautela, e não vão dar encontrões a ninguém nem tropeçar num chafariz ou no c...? Ou será que têm a dificuldade acrescida de não se conseguirem desviar das inúmeras crateras lunares existentes na pista de tartã? Já sei, como não vêem os restantes competidores, e é suposto ficarem todos ali a esbarrar e cair em cima uns dos outros sem chegar a lado nenhum, enquanto toca aquela música que aparecia na série do "Benny Hill" quando o Benny corria atrás daquelas badalhocas e batia na careca do velhinho, é isso? Quem discrimina quem aqui, ao apregoar este resultado como um "exemplo" de seja lá o que for? 

Estão sentados? Aqui vai: conseguiram um tempo melhor porque como não vêem, não se distraem com a paisagem, e por isso chegam à meta mais depressa! Que tal? "Ó Leocardo que piada horrível! Que coisa tão "descriminatória" contra..." - vá, contra quem? Contra quem usufrui do sentido de visão, que foram quem ficou do lado da "vítima" na minha piada? Epá porra, quem me dera ser cego, para correr mais depressa. Falta dizerem que estou errado, porque "para correr é preciso olhar para o chão". Pois, então não é isso que os atletas "normais" fazem quando correm? Sempre a olhar para o chão. Portanto, para o Eduardo Madeira, estes tipos são invisuais, e por isso não correm. Uh?! Ah não esperem lá, quem é este gajo para falar dos portadores de deficiência?



Ah, pois. É alguém que vive à custa de se passar por deficiente, diverte-se com isso e ainda lhe pagam!  E depois para dar uma de "gente bem", vem condenar declarações de alguém que nem conhece, e sem se dar ao trabalho de interpretar ou tentar procurar outro sentido que não o da maldade e da mesquinhez, porque "essa treta não tem piada nenhuma", portanto "não brinquem". Que ideia é que este indivíduo está a querer transmitir quando cria aqueles personagens com olhos tortos, a babar-se e a grunhir gemidos inconsequentes enquanto bate com as mãos na cabeça? Que está a imitar o Ricardo Salgado, é? É este o paradigma da "normalidade", e ao mesmo tempo o MIB do preconceito contra quem é diferente porque não sabe ser como os outros? Por mais voltas que dêem, não se livram de ter feito uma emenda que deixou o soneto do Joaquim Vieira pior do que quando ele o criou. Expliquem-me lá isto melhor, que não entendi: o que é que o facto dos atletas invisuais terem corrido mais depressa na mesma distância do que os outros que vêem, é uma resposta ao argumento do Joaquim Vieira? E ainda exibem a evidência todos inchados, como se o karma a tivesse posto logo ali à vossa frente, ena! E agora vejam isto:


Desculpem não ter avisado as pessoas mais sensíveis para isto que ali está, que chega a fazer a pornografia BDSM parecer um episódio da Abelha Maia. Logo para começar, "demissão imediata"! Pimba! Chegou o imperador da China, o mandarim, o Dr. Fu Man Chu, e exige que se deite fora esta loiça e que se compre outra nova. Na conta deste tipo aparece à vista de toda a gente que sabe juntar letras e ler palavras que "trabalhou num hipermercado, e actualmente trabalha no balcão de uma dependência bancária". Aí está alguém que sabe bem o que é qualidade acima de qualquer suspeita, e qualquer coisa menos que isso é para deitar fora. Este infeliz entrava em desespero e desatava a chorar se o despedissem, aposto o que quiserem, e depois vem "exigir que se demita" uma pessoa que falou não em nome da instituição onde trabalha, mas em nome pessoal? 

A seguir explica-se, ou tenta dar um aspecto salubre à trampa que escreveu,  que poderá ser muito bem o recorde mundial do disparate:tudo o que ali está com a excepção das três vezes em que aparece o artigo "os" é estupidez no seu estado mais bruto. Que estrume fumegante é aquele, e ainda por cima mal escrito, "Os Paralímpicos têm de ser prestigiados que os Olímpicos"? Ok, talvez falte ali a palavra "mais" antes de "prestigiados", mas nesse caso, porquê? Se calhar no fim também se esqueceu de "coitadinhos", não? E porquê "felizmente os Paralímpicos ganham mais medalhas que os Olímpicos"? Felizmente?! Ah já sei! Como somos um país de inválidos, retardados e aleijadinhos, o que seria se os Olímpicos ganhassem mais medalhas que o os Paralímpicos??? Um ultraje! Só nos faltava mais essa, a juntar à "geringonça" e não sei quê. 

E porque é que o serviço público de televisão é para aqui chamado? E falai de ironia, ao levar tudo à frente por causa dos Paralímpicos, exigindo que lhes dêem mais cobertura "para não os discriminar". Claro, não os discriminem, que eles são pessoas como quaisquer outras - dêem-lhes portanto mais tempo de antena! E o que é isto de estarem sempre a dar futebol, quando Portugal é o país mais medalhado na modalidade de "boccia" dos Paralímpicos? Qual Benfica, qual Sporting, qual Porto qual quê, pá! Toca a mudar pró "boccia", e se for preciso criem um "boccia" channel" - já chega de discriminação! O "boccia" é o "nosso orgulho", apesar da maioria desconhecer concretamente do que se trata, ou dizer o nome de um único pobre coitado que teve a infelicidade de nascer com paralisia cerebral, mas nem por isso se encostou a um canto à espera que a natureza viesse buscar a encomenda defeituosa? 

E aqui cheguei ao que penso que Joaquim Vieira queria dizer com aquela trapalhada onde ele próprio se meteu. Por mais aquele pateta alegre ali em cima se desfaça em orgasmos fingidos, e muito mal fingidos também, indo ao ponto de fabricar um enredo idiota e pedir a cabeça de alguém em nome dos paralímpicos que "adora", que "são o seu orgulho" e morre se não os vê na televisão em sessão contínua, não consegue enganar ninguém. Não penses que alguém com um pingo de bom senso vai ler aquilo e pensar que és um tipo bestial, homem. Vai pensar que és uma besta, isso sim. Nem tu nem nem nenhuma pessoa no seu perfeito juízo me vai convencer que "vibra", ou se "enche de orgulho"   com isto: 


Não é maldade, nem é provocação, nem eu a querer elogiar os pobrezinhos, nem porra nenhuma - e porque é que havia de ser outra coisa que não aquilo que é, e mais nada? Imagens destas não são um "grande momento televisivo", nem "lindas", ou "um exemplo de superação" e uma "lição de vida" - isso são tudo ingredientes de prosa poética "hippie". São imagens desagradáveis, e uma das asneiras do Joaquim Vieira foi referir que os Jogos Paralímpicos existem "para gáudio" de seja lá quem for. Quem considera isto "entretenimento ao nível de qualquer outro desporto de competição", ou não está bom da cabeça, ou é um grande mentiroso. Em qualquer dos casos devia ter vergonha na cara e ficar calado.  O que vai na cabeça de cada um, e que não se atreve a exprimir, é exactamente o que ficou condensado no texto curto que o sr. Joaquim Vieira escreveu, só que sem arte. Todas as ameaças de morte, insultos e demais raiva que descarregaram para cima do tipo não é mais do que do que o embaraço do rei na hora em que descobre que vai nu. Entendam isto da forma que quiserem, mas já que o alguém reparou que de facto o rei vai nu, porque não dizê-lo?

Os Paralímpicos não querem ir aos jogos para que vocês os vejam na televisão com um ar de compaixão fingida, e estão-se nas tintas se transmitem ou não as provas. Se transmitem, porreiro, porque não? Se os forem entrevistar depois de ganharem uma medalha, claro que dizem que estão contentes, e aproveitam para fazer referência ao seu clube ou associação graças à qual foi possível ali chegar, e esses sim, são os verdadeiros heróis, que só a conversa fiada e as palmadinhas nas costas não ganham corridas. Se calhar esperavam que eles desatassem a chorar, porque "são assim e não gostam", e o seu maior sonho é que venha a fada-madrinha da Branca de Neve e lhes dê olhinhos para ver, pernas para andar, bracinhos para levantar e nas mãos um dedo do meio para "agradecer" a toda a gentinha hipócrita que tem receio de os ofender caso não os tratem como "normais". Eles sabem que são deficientes, bolas! Toca a dar uma mãozinha caso haja uma escada sem rampa lateral e o tipo esteja numa cadeira de rodas! Faz favor. Ai "nem reparou" que ele era um deficiente, de tanta "normalidade que exalava? E que tal ir à merda, que nem precisa de subir escada nenhuma?

Estes atletas treinam, esforçam-se e são competitivos como qualquer outro atleta, mas com diferenças que levaram a que se criassem métodos de preparação paralelos aos já existentes, e a que deram o nome de "desporto adaptado". Leram bem? Não é "discriminação", é "desporto adaptado". Discriminação é fazer-se um chinfrim à escala nacional porque alguém se referiu aos Paralímpicos noutro tom que não o da ironia saloia que o tuga tanto gosta e a toda a hora usa para aliviar peso do seu fardo e do seu fado: "Olha aquele, não tem braços e quer nadar...e esses jovens aí inúteis, usam as pernas para vadiar o dia todo e os braços para fumar cigarros e outras porcarias...eles é que deviam ficar sem membros, para saber o que custa à vida" - e vai embora convencido que serviu uma malga cheia se sábias verdades, que nem resposta leva, de tão verdade que é. Ou porque ainda ninguém fechou a boca do espanto que tamanha alarvidade causou, enfim. 

O principal erro do Joaquim Vieira foi armar-se em espertalhão, e no fim aprender da pior maneira - ele que me desculpe se por algum acaso vier aqui parar, mas foi mesmo assim. O texto que por ser curto demais para exprimir a sua ideia e por isso nunca devia ter escrito, termina com uma referência ao "politicamente correcto" num tom pouco ou nada abonatório. Pois é, ó J'quim, isso só funciona na hora de dizer as maiores barbaridades sobre refugiados e islâmicos, não neste caso, está a perceber? E é por isso que o "politicamente correcto" existe: para que as pessoas pensem duas vezes  antes de dizer o que lhes vai na cabeça, e fazer uma triagem de forma a evitar que saia aquilo que para ele até pode ser "nada de especial", mas para quem o escuta ou neste caso lê, é ofensivo e injurioso. Não foi inventado um dia destes "pela esquerda" para "esconder as verdades" ou "calar vozes incómodas". Se é por causa da porra da política, esqueçam o "politicamente" e fiquem só com o "correcto". E quando é que o "correcto" é errado?