terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Férias (aqui!)


公告


Em relação a certas alegações que têm vindo a circular e feitas de certa forma PÚBLICAS, gostaria de esclarecer desde já que são completamente falsas, absurdas e injuriosas,  estando já a decorrer o respectivo procedimento criminal. Aproveito ainda desde já para deixar claro que NÃO retiro queixas-crime, em circunstância alguma, pois isso seria pactuar com criminosos. Agora vou bazar para as Filipinas para umas curtas férias, até para a semana. 

PS: Só um pequeno "amouse bouche" para os mais curiosos: V. no. 2 do Art. 191 do CPM.


sábado, 3 de dezembro de 2016

O que as coisas são (e não como queríamos que fossem)



Gostava de começar por esclarecer mais uma vez aquilo que venho dizendo há anos, mas parece que custa a entrar em algumas cacholas mais duras. O Bairro do Oriente surgiu há exactamente nove anos e dois dias, e na senda do seu antecessor, "Leocardo", propôs criar um espaço de debate alternativo, fora do âmbito da imprensa local, que ao contrário deste espaço, rege-se por um código de conduta que não lhe permite muito do que se tem assistido por aqui. Nunca quis competir com ninguém, ou substituir seja o que for ou quem for, e nem sequer pedi um avo que fosse a ninguém por NADA. Vivo do meu trabalho, única e exclusivamente, e que é algo que deixo completamente de fora na hora de me dedicar a isto, que considero como que um "diário", por assim dizer. Cheguei ao ponto de ficar entretido a ler artigos com alguns anos de que já não me recordava, e outros há que me têm servido de referência para "posts" novos. Em suma: é a minha "cena", e tal, e nunca impus nada a ninguém, nem quanto à forma de pensar, de estar, de ser, tudo o que quiserem, cada um é como é, e não tenho nada a ver com isso. Ponto.

Dito isto, ainda me custa a entender que tipo de vírus informático é esse que leva pessoas que não simpatizam com o estilo, formato ou conceito deste blogue a virem até aqui, só para, enfim, agravar os males de fígado de que padecem. Quem não sabe fica agora a saber: eu não sou jurista, mas sou um curioso dos assuntos do Direito, e faço gosto em consultar legislação e ficar a par da mesma. Isto não se deve a nenhuma espécie de constrangimento, mas apenas porque gosto, pronto - isso também incomoda alguém, por acaso? Portanto, quem corre por gosto não cansa, e neste caso ainda fica a aprender alguma coisa, e se há algo que posso afirmar aqui e agora sem recear estar a dizer nenhuma asneira é o seguinte: se aquilo que escrevo interfere com a liberdade individual de alguém, insisto, faço questão, rogo que façam uso dos meios judiciais que tiverem ao vosso dispor.

A sério, digo isto com a maior calma do mundo, pois na elaboração deste blogue o meu único compromisso é com a verdade. Pode ser que haja quem "não goste", mas aí é como outra coisa qualquer - não coma. As citações que aparecem neste espaço obedecem ao mesmo critério que em qualquer outra publicação: foram tornadas públicas pelos seus autores. Não ando por aí a entrar na conta do Facebook, ou no e-mail pessoal de ninguém à socapa, e se não gostam daquilo que escreveram, bem, porque é que o fizeram, e pior, TORNARAM PÚBLICO, com um raio? Penso que todos concordamos que só alguém que não bate bem é que vai passar para texto e meter nas redes sociais tudo o que lhe vai na cabeça, e nem sei porque é que preciso de repetir isto vezes sem conta, mas a apreciação que faço É PESSOAL! É A MINHA OPINIÃO! NÃO É LEI, NEM EU SOU JUIZ, NEM POLÍCIA! Entendido? Porreiro, agora vamos lá falar a sério, pois parece que há gente a quem custa apreender muitos dos conceitos que acabei de elaborar.

Não me impressionam espectáculos de faca e alguidar, nem chiliques de divas, desmaios de esquizofrenia ou outros números de circo, nem fico ofuscado com o "barulho das luzes" - quem não deve, não teme. Quem quiser afirmar seja lá o que for num determinado contexto com a intenção de ser levado a sério, tem que PROVAR o que diz. Com provas, e não diz-que-disse ou meras suposições: PROVAS. E o que é "prova"? Aquilo que queremos que seja e achamos que deve ser? Não. O elemento prova é determinado unicamente e só pelos orgãos judiciais. Paciência, se calhar fazer a leitura da legislação seria mais producente do que passar o dia a ingerir pseudo-informação sobre uma realidade paralela qualquer. E como se deve proceder na eventualidade de existirem "provas" e querer apresentá-las? Bem, posso dizer como NÃO se deve proceder: tirar "selfies" e fotografias de alegados infractores e andar a publicá-las em tempo real nas redes sociais, contendo texto onde se AFIRMA aquilo que compete às autoridades determinar, por exemplo. Fazer isto é o que se chama de...hmmm..."desastre galáctico litigioso", que tal? E ainda se incorre nos crimes de devassa, que tenho a certeza que um qualquer suspeito não ia perder a oportunidade de alegar sem pensar duas vezes. Eu não perderia, posso garantir. Ah, e prova-se facilmente, também, bastando para isso recorrer ao sentido da visão.

E a este ponto não me posso pronunciar mais sobre aquilo que se encontra em "segredo de justiça", que é uma figura criada em boa hora para não prejudicar o decurso das investigações, pois andar a cantarolar por pura bazófia é também, imaginem só, crime! Obstrução da justiça, para ser mais concreto, e outra vez, isto prova-se, não se diz, e muito menos se anda por aí a cantar. Por esse motivo, alguns dos "posts" deste blogue serão revertidos para rascunho por conterem provas incluídas num processo judicial em curso, e serão republicados logo que seja levantado o segredo de justiça, tal como aconteceu neste outro caso referente a 2014. A propósito, o referido indivíduo esteve indiciado de dois crimes, mas entretanto obteve autorização para se ausentar do território por motivos de saúde (aparentemente legítimos), e não mais regressou. Nada contra, pois fez uso de uma opção que a lei lhe garante. Quando restabelecer a integridade do blogue, prometo ainda contar detalhadamente a história, e tenho a certeza que não o farei de bom gosto, pois detesto levar as coisas às últimas consequências para "sair por cima", que aqui é a única alternativa a "ficar por baixo" - penso que não é preciso dizer qual das duas opções é a preferível. Enfim, as coisas são o que são, e não como queríamos que fossem. A essa falácia de argumentação dá-se o nome de Argumentum ad Jimbonem, ou recorrendo a uma máxima em inglês, "You saying it doesn't make it so". Mais prova e menos chinfrim, é do que a freguesa gosta.


Ozzy: 68 anos


Ozzy Osbourne, também conhecido por "Prince of Darkness", "Godfather of Metal" ou simplesmente "Madman", comemora hoje o seu 68º aniversário - quem diria, ah? Achei interessante assinalar este facto, uma vez que hoje à hora de almoço "deu-me" para ouvir uns temas do Ozzy, e mais tarde reparei que ele fazia anos. Não sou crente nessas coisas do misticismo, mas neste caso abro uma excepção. Ozzy rules!


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

(Mais uma) enorme quantidade de "chorrilhos"


João José Horta Nobre, nome que é sinónimo de "fraude", e da mais incompetente e descarada, também. Este autêntico insulto aos historiadores de verdade voltou a fazer "das suas" no seu blogue, dando-nos agora a honra de anunciar em primeira mão um conceito completamente novo: a "Grande Revolução Nacional no Ocidente"! Eu cá prefiro quando se dá uma "Revolução à Escala Global em Portugal", mas o Ocidente é um país cheio de história...quer dizer, "histéricas", e merece a sua "Revolução Nacional", porque não?!

Este é o mesmo imbecil que aprende palavras novas e depois desata a usá-las fora de contexto e a propósito de tudo e mais alguma coisa. Eis o célebre "grande chorrilho de asneiras" - uma grande quantidade de muita coisa estúpida. Um quantitativo especial, usado apenas para fazer referência à profunda retardação deste "João José Horta Nobre". Mas voltemos à "Grande Revolução Nacional do Ocidente", ora. Vamos, que eu não quero perder o momento em que os revolucionários tomam a principal praça da capital do Ocidente!


Ah com que então é a Merkel, né? Pensas que isto é como uma flatulência silenciosa, que se pode atribuir a outro qualquer que esteja na sala, ah? E cá para mim há por aí mais alguém que perdeu a noção da realidade, e caminha a passos largos para o fim, sem a mínima noção disso - pudera, deixou a noção cair algures no princípio da frase, como é que ia tê-la no fim? Agora vamos à melhor parte:


E eis que chega o momento da tão aguardada "Grande Revolução Nacional do Ocidente", e que pode ser "a repetição de 1789"! Dessa final por acaso não me lembro; quem ganhou? Mas isto conta-se com uma boa dose de "povo à lagardere", uma versão do famoso "Polvo à Lagareiro", só que com "povo" e não polvo, servido com uma grande dose de desrespeito pela inteligência alheia. Mas aquilo que parece mais um "grande chorrilo de asneiras" é até muito fácil de interpretar: o povo francês era humilhado por uma elite que vivia às custas do povo...francês, tão a ver? Era o mesmo, se pensaram que o povo francês se mete na vida daqueles que exploram outros povos. Daí que resolveram colocar um "fim definitivo" a este estado de coisas. Ao contrário daqueles filmes de Jim Abrahams e dos irmãos Zucker, que deixavam sempre um "clip" de brinde para quem tivesse a paciência de ficar sentado na cadeira do cinema alguns minutos depois da palavra "Fim", neste "fim definitivo" não há "encores": é fim, é fim mesmo. Acabou! E a "direita católica"? Chocada com as acções revolucionárias daquela pré-esquerda, culpada pelo ódio que Marx sentia dos seus pais, por não o terem feito nascer 20 anos mais cedo? Depois de mais uma dose dupla de "povo francês", queriam o quê? Que este levasse "florzinhas e caixinhas de chocolates" a Versailles? Era como atirar uma lança em África, pá! Eles já tinham!


Agora a conclusão de mais esta "torta histórica". Pois é, curto de ideias e grosso nos modos és tu, não restem dúvidas, e pode ser que isto te apanhe de surpresa, mas esse "cheiro" estranho que paira no ar é a antecâmara daquilo que vai acontecer quando o VERDADEIRO João José Horta Nobre te vier pedir contas. E olha que o homem vai ficar BASTANTE zangado. Pudera, com a forma com que arrastas o seu nome e reputação pela lama:


Eis o "rigor científico" e a "coerência" com que se deve pautar não um historiador, mas antes um completo palerma.  Ora ele é "Ai este blogue é giro e não sei quê, mas um bocado anti-semita, que horror. Ai porquê, mas porquê odiar judeus? Não há justificação possível, credoooo", ou então...

"Judeus mentirosos...grrrr! O holocausto é mentira....grrrr! Conspiração parva inventada por mim agora mesmo neste instante....duhhh". Olha Paulo Reis, é anti-semitismooooo! Busca, mata! E o mais incrível é como este idiota consegue combinar a sua enorme burrice com uma arrogância que não lhe fica nada atrás:


Ah, com que então "Maria", uh? "Maria Josefina Hortênsia Nobrélia", ou quê? É que nem tentando escrever pior consegue enganar uma criança de 5 anos, haja dó. Olha, gostei foi deste comentário:


Ah! "Goebbels", esse personagem do..."Ocidente". Ou isso, erm. É verdade, antes que venham para aí as "virgens ofendidas" a grasnar que eu "só sei recorrer ao insulto" e outras patranhas, adianto que este caramelo É ANÓNIMO. A não ser que fiquem esclarecidos quanto à identidade de um gajo que não dá a cara, e em vez disso "atira" com um link para o mestrado que o outro tirou. Se esta criatura conseguiu defender uma tese de mestrado com sucesso, das duas uma: ou teve uma síncope cerebral depois disso, ou o ensino em Portugal há muito que bateu no fundo. E o do "Ocidente" também.

Ó Ivan Baptista...


...vai dar banho ao cão. Nem precisavas de "assinar" no fim daquele tratado da trissomia: no segundo ou terceiro parágrafo, e MUITOS erros depois já se sabia que eras tu. ÉS UM DESGOSTO PARA A TUA AVÓ ANA SPITZER, IVAN BAPTISTA! MAU NETO! MUITO MAU NETO!


Drama queen


"Pessoas amigas" dele? Não, não tenho por hábito frequentar as reuniões das SS. Mas quem terá sido que durante uma conversa qualquer me terá dito: "ah tá bem, e tal, mas sabias que a fulano lhe deu uma coisa ruim vai para cinco anos?". Sinceramente não me lembro de ter participado de algum diálogo desta tez. Que mistério...


Ah, ok. Bem, aqueles seminários de auto-ajuda e os livros da mesma estirpe tentam incutir este tipo de lérias, tipo "ama-te a ti mesmo", ou "és o teu melhor amigo". Mas pronto, se quiserem saber com o que contar se resolverem levar a sério os devaneios de marialva do tipo, é isto: se lhe encostarem um dedo, ele vai dizer que o "mataram". Como é que isto se chama, mesmo? Aprendi hoje, e tudo, deixa cá ver...ah! "Desastre galáctico informativo". Gostei dessa. Vou "roubar".


澳门胖家伙恨中国和中国人民











Este artigo foi publicado na rede social Weibo, para mais de 100 milhões de internautas do continente - não era este que queria ser famoso???



quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

O que é um "Nazi"?

Como já não acontecia há algum tempo, aqui fica desta feita o artigo desta semana do Hoje Macau - com dedicatória. Bom fim-de-semana!

Sempre que oiço dizer que fulano “é um autêntico nazi”, vem-me à cabeça um episódio da série “sitcom” norte-americana “Seinfeld”, que os fãs mais atentos devem recordar com toda a certeza: “The Soup Nazi”. Este “nazi” era um sopeiro de Nova Iorque que exigia dos seus clientes o cumprimento de uma série de preceitos, e quem não anuísse a esta espécie de ritual ou levantasse a voz para discordar, “ficava sem sopa”. A sopa era aparentemente bastante boa, o que dava ao “Soup Nazi” a confiança necessária para continuar a ser um…bem, um nazi, portanto. Não consta que o indivíduo fosse de linhagem germânica, apesar de ser um imigrante, e dava mais a entender que era originário dos Balcãs, mas a este ponto há que distinguir um partidário do Partido Nazi da Alemanha dos anos 30, ou “Nazi”, de alguém cujos ideais e a interpretação de certos conceitos coincidem, mas que não é nativo dessa confraria – um nazi. Assim, com “n” minúsculo. E há por aí  nazis que são piores qualquer Nazi.
Aqui há algum tempo, um certo tipo de direita que eu designaria por “delirante e confusionista” resolveu pegar neste conceito e tentar “baralhar e voltar a dar”. Para o efeito recorreu àquilo que tanto em política como noutra coisa qualquer é conhecido por “lógica da batata”: Se era o Partido Nacional Socialista, era socialista, e então todos os Socialistas são nazis, e a extrema-direita é afinal extrema-esquerda. Assim mesmo, e digam lá se não é “espectacular”? Pena que se confiou demasiado no estudo de mercado feito em crianças com 3 e menos anos, que pareceram achar a ideia “engraçada”. Há quem até a chamar aos outros “nazis” seja um autêntico nazi!
Anti-semitismo. Santinho. Aqui está outro conceito que alguns nazis gostam de usar para chamar todo o mundo de Nazi. Se formos tentar explicar à esmagadora maioria da população local o que é “anti-semitismo”, ou as causas do Holocausto, e porque é tão importante não esquecer esse lamentável episódio da História, tratar-se-á de um acto  tão producente como explicar a origem das touradas, ou o peso cultural e económico da pesca à baleia na Noruega. Não é que não valha a pena de todo, mas a população de Macau é respeitadora das minorias e estrangeiros q.b. para precisar de treino em como lidar com uma certa minoria, porque isto e aquilo lhes aconteceu em determinado período da História, “guess what: this is China, we know”. Convém também referir o factor “peanuts”, pois a referida minoria estará representada em Macau com um número de indivíduos entre o “zero” e a “meia dúzia de apátridas, ressabiados ou invejosos que decidiram passar para o lado dos grandalhões”.
Daí que se pode – e deve-se, tal como se recomenda – dizer que “fulano ou fulana tal são uns nazis”, sem querer necessariamente incluir aqueles detalhes referidos nos dois parágrafos anteriores. E o que é então um nazi, afinal? Pode-se dizer que é alguém que gosta de fronteiras fechadas e muros erguidos, pois só assim poderá praticar o seu “bullying” de nazi: rodeado unicamente dos seus “amiguinhos” nazis. É também alguém que culpa os mais desamparados, indefesos ou em risco pela sua própria inépcia. Pode ser ainda alguém que se tenha “desviado” para esses caminhos ínvios pelo atalho da religião, ou outra lavagem cerebral qualquer. Em suma, há muitos nazis de todos os tipos, cores, credos e origens, e conseguem ser quase todos muito, mas muito piores que um Nazi. Daqueles que já vêm com suástica e tudo, sabem?

10º ano

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Bairro do Oriente - 9 anos


É com prazer que anuncio o final do nono ano de emissões do Bairro do Oriente. A partir de amanhã o blogue entra na sua emissão "double digits". Obrigado por preferir o Bairro do Oriente, onde há  (literalmente) de tudo para todos os gostos! Salve.






Confirma-se: é mental


Custa-me ter que explicar estas coisas a um cidadão alfabetizado e decano, mas recorrendo aqui à velha máxima da "água mole em pedra dura", aqui vai outra vez. O avariado do Paulo Reis foi neste texto da caverna onde pratica bruxaria acusar-me de uma série de coisas, entre as quais "ggenocídio" - sim, se com um "g" apenas já é o que é, imaginem então com dois! Pois, de maneira que após uma espécie de "bilhar às tabelas" aplicado à responsabilização criminal e mais ataques tresloucados a pessoas de quem não gosta, chego à conclusão que aquela trapalhada até teria um calço para tentar descolar da pocilga, não fosse...



...pela falta de asinhas. Se o Paulo Reis quiser juntar ao seu circo estes dois, que PUBLICARAM estes comentários, fazendo deles PÚBLICOS,  e por isso também MEUS, alegando que os "difamei", e que eles não escreveram aquilo que ali está, força! Em frente, Capitão Malucão! Aquele ali de cima até andou a fazer propaganda daquele "Tratado da Barbárie", partilhando por tudo o que era página do Facebook. Mas isto é 'normal' entre toda esta anormalidade. Este é o mesmo Paulo Reis que...



...tenta convencer meio mundo de uma treta que nem uma criança de 6 anos engolia. Pegando num comentário pessoal muito "livre" (e despropositado) de um jornalista do Público a propósito de uma reportagem feita em 2008 na Mesquita de Lisboa, Paulo Reis alega que "existe um sistema jurídico paralelo" em Portugal, sugerindo de seguida que o "Sheik" Munir "decepou mãos" a quem foi julgado pelo "tribunal da Sharia".


O mesmo Paulo Reis que vê "anti-semitismo" em toda a parte, incluindo o Correio da Manhã! E tudo por causa de uma notícia que menciona o país de origem de uma arma usada num crime de faca e alguidar. Fossem perguntar na redacção do CM se por ali têm algum tipo de "anti-semitismo", eles respondiam: "Esse não temos...mas temos a revista Destak!".


O mesmo Paulo Reis que leva a cabo estes autos-de-fé, e onde aí sim, decorrem actos difamatórios graves - este COBARDE até apagou aquele comentário que podem ver no link, cheinho de nhufinha.



No fundo, o mesmo Paulo Reis que não sabe o que diz, e que depois daquele discurso que se pode descrever de "circense", desbaratou na pobre miúda ao estilo do mais ordinário e reles que há, e tudo porque ela lhe disse na frente o que toda a gente lhe diz nas costas. "Ai eu trabalhei, nha nha nha". "Sou velho, oiçam o meu relho". Vai-te tratar, Paulo Reis!


Do "Observatório da Asneira" (2)


Fica-lhe mal, sr. deputado


Segunda e terça feira foram os dias das Linhas de Acção Governativa  (LAG) para a Segurança, a tal pasta onde o secretário se pode recusar a responder qualquer pergunta sem que precise de justificar alguma coisa - e ainda bem, muito mal estaríamos caso não fosse mesmo assim. Wong Sio Chak, actual secretário para a segurança, usa esta vantagem de uma forma que eu considero exímia, e protagonizou ontem durante a sessão de perguntas e respostas dos deputados um momento de se lhe tirar o chapéu.

Tudo aconteceu quando a certo ponto o deputado Cheang Chi Keong resolveu levantar a questão do uso da língua portuguesa em cerimónias oficiais, incluindo "dias nacionais e outros com a presença de patentes militares chinesas". Wong Sio Chak respondeu que isso era um aspecto "da cultura das Forças de Segurança", e que essa era uma questão "que nunca lhe tinha passado pela cabeça". O deputado respondeu que "nada tem contra o Português, que é uma língua oficial", e dito isto todo o resto que possa ser pronunciado por ele simplesmente não interessa.

Fong estaria certamente a referir-se à voz de comando dos oficiais no momento da formatura durante as tais paradas; coisas que se gritam alto, e que soam a qualquer coisa do género "panheeeeee...AUT!", o que duvido que seja algo uniformizado mesmo entre diferentes companhias do mesmo contigente de qualquer exército do mundo. Fez bem, Wong Sio Chak, em deixar mais uma vez bem claro que há coisas que não se perguntam. Paciência, o segredo é a alma do negócio, e agora começavam os srs. deputados a querer saber coisas, e um dia chegavam aí os srs. bandidos com as mesmas exigências. Isso é que não pode ser nada, ó chefe.



segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Do "Observatório da asneira"


Chungking Mansions


Estive ontem em Hong Kong durante boa parte do dia, e fui almoçar ao melhor sítio onde se come na RAE vizinha: Chungking Mansions, em Tsim Sha Tsui. Entrai, fazei o obséquio.


O Chungking Mansions era um edifício comercial/habitacional "a sério", mas durante anos de desinteresse da parte do mercado imobiliário, foram-se instalando ali negócios montados por indianos, paquistaneses, egípcios e afins. O que mais se pode lá encontrar é comida. Comidinha, yum, yum. Se quiser pode comprar lá cabelos, numa das lojas de cosméticos indianos. Cabelos garantidamente humanos, extraídos directamente da cabeça de alguém!


Os locais não frequentam muito o Chungking Mansions, e entre as donzelas e senhoras existe uma ideia feita de que "não podem entrar lá sozinhas". Ora bem, assim sendo não provam do melhor caril em Hong Kong! Parvas.


Existe ainda um outro preconceito derivado do sítio ser frequentado na maioria por cidadãos originários do subcontinente indiano e das Áfricas, que diz respeito ao odor ambiente, que consideram "demasiado exótico" para os alcalinos parâmetros locais. Bem, se acham que deste restaurante pode sair algum odor remotamente desagradável, mais fica!


E para o almoço foi este Biryani de frango, e muitas outras coisas deliciosas e fartas, tudo por apenas 140 paus, para duas pessoas. Ah, e enquanto lá estive não rebentou nada, por mais estranho que possa parecer a quem já tem a mente rebentada.


Destroyed in translation



Encontrei este livro numa loja aqui ao lado em Hong Kong, e como é fácil de perceber, um título daqueles seria mais que suficiente para colocar em autor, livraria e livreiro o rótulo de "subversivo", ou algo pior. Mas não, pois apesar de aquela loja ser afiliada com uma grande editora em Taiwan, e o autor ser ele próprio natural da ilha nacionalista, a obra é simplesmente uma análise (não muito abonatória, ainda assim) do poderio militar chinês e fá influência do mesmo na região Asia-Pacífico. O problema aqui foi simplesmente a tradução do título, que peca por ser demasiado literária; o mais correcto seria qualquer coisa como "China destruidora", ou "China arrasadora". Arrasada aqui fica só a profissão de tradutor, mais nada.


sábado, 26 de novembro de 2016

Fidel Castro foi...



Fidel Castro faleceu ontem aos 90 anos. O desaparecimento de uma das figuras mais carismáticas do século XX e um dos últimos sobreviventes da Guerra Fria sobreviveu a vários atentados, a um embargo de mais de 40 anos da parte dos Estados Unidos, a muita, muita coisa, mas não consegue evitar o mesmo destino que nos toca a todos, helas, Fidel Castro foi. E Fidel Castro foi tudo o que se pode ser, conforme a vontade do freguês.

Foi um herói revolucionário e libertador; foi um ditador inflexível e sanguinário; foi um exemplo e uma inspiração para muitos povos oprimidos; foi responsável pela angústia de milhares que partiram para o exílio e deixaram para trás a sua terra e família; foi um exímio e incansável orador; foi um ridículo e pedante açambarcador da palavra. Foi o que fim, mas foi até ao fim. Hasta siempre, comandante.


Saíu sim, mas ao contrário


Era esta a notícia que vinha ontem no site do zerozero.pt, e que dava conta do "despedimento de Henrik Larsson" pelo Helsingborgs, oficializado esta quinta-feira "depois da descida histórica à II Divisão sueca", o que "nunca tinha acontecido antes" com o clube sueco. Achei estranho que um clube que nunca tinha sido despromovido e estivesse "aflito" mantivesse o mesmo treinador durante toda a época. Ou daí talvez não, tratando-se da Suécia, mas em Portugal penso que não estarei a exagerar se dissesse que no caso de Larsson, esta seria a terceira ou quarta chicotada da temporada. A verdade é outra, e de facto Larsson deixou o clube da sua cidade natal, e onde na época de 1992/93 apontou 50 golos, e que lhe valeu uma transferência para os holandeses do Feyenoord, seguida de outras que fizeram dele o melhor avançado sueco de sempre depois de Ibrahimovic (ou neste caso até Ibrahimovic). Mas foi o antigo internacional que bateu com a porta, e não o contrário, e em circunstâncias..."estranhas". Ah sim, e também não é verdade que o Helsinborgs "nunca tinha sido despromovido" - a não ser que a História tenha começado há 24 anos.



O Helsingborgs Idrottsförening, ou H.I.F., é de facto um dos grandes clubes da Suécia, 5 vezes campeão e outras tantas vencedor da Taça. Contudo o último campeonato conquistado foi em 2011, e a partir daí tem entrado em decadência: classificações de 6º, 5º, 9º e 8º lugares nas épocas seguintes, e este ano um 14º lugar obtido "in extremis" numa competição com 16 equipas, e que lhe valeu, do mal o menos, disputar o "play-off" de manutenção contra o 3º classificado da 2ª divisão, o Halmstads, que depois de empatar fora 1-1, venceu em casa por 2-1, e assim mandou a equipa de Larsson para o segundo escalão pela primeira vez...


...desde 1968. Como se pode ver, nessa época o clube terminou em penúltimo lugar da liga, e Verdade, verdadinha, é que o Helsingborg sofre do mesmo problema de muitos outros clubes que "já eram": falta de liquidez. A equipa era mediana, os jogadores tinham vencimentos em falta, e o clube nunca poderia despedir Larsson, uma vez que não tinha como lhe pagar a indemnização. O lendário avançado do Celtic feito treinador aguentou a crise durante toda a época desportiva, que terminou no último dia 20, antes dos rigores do Inverno nórdico, e até prescindiu dos meses de salário que tinha em atraso, o que lhe valeu rasgados elogios da direcção e dos adeptos do Helsingborgs. Larsson até ficaria de bom grado ao leme do clube que o deu a conhecer ao mundo desportivo "por amor à camisola", e outro certamente não fará milagres pelos Helsingborgs, mas no jogo da segunda mão do "play-off" de manutenção passou-se isto:


O seu filho Jordan Larsson, de 19 anos, e também ele avançado, foi atacado por "hooligans" mascarados, mal se deu o apito final do encontro que ditou a despromoção dos Helsingborgs. E eram adeptos dessa mesma equipa, os agressores, e segundo a polícia sueca, o alvo era o próprio treinador, numa acção que havia sido planificada num grupo secreto do Facebook. Que adeptos ingratos, pode-se dizer; queriam atacar o homem que se dispôs a ajudar o clube num período problemático sem pedir quase nada em troca, e acabaram por agredir o melhor marcador - Jordan apontou sete dos 34 golos do Helsingborgs na Liga.


E assim o Helsingborgs termina um ciclo que teve o seu início e fim com Henrik Larsson. O ex-avançado, filho de mãe sueca e pai cabo-verdiano (um pescador, aparentemente) deu início em 1992 a uma dourada que só havia tido paralelo nos anos 50, e 24 anos depois sai com o clube no mesmo lugar onde o encontrou. Pelo meio ficaram passagens por Celtic, Barcelona e Manchester United, entre outros, além de 106 internacionalizações e 37 golos pela Suécia. Assim sim, é a história contada do princípio ao fim.

Contas portuguesas na Europa


Mais uma jornada europeia a meio da semana, com saldo negativo para as equipas portuguesas, que averbaram três empates e uma derrota. Começando com o Benfica, que teve tudo para carimbar a passagem à fase seguinte da Liga dos Campeões, mas acabaria por deixar as contas do Grupo B bastante complicadas. Os encarnados estiveram a vencer por 3-0 em Istambul frente ao Besiktas, equipa que havia empatado a duas bolas na Luz na primeira jornada do grupo, mas acabou por permitir a reacção dos turcos, que conseguiram chegar ao empate. Gonçalo Guedes, Nélson Semedo e Fejsa marcaram no primeiro tempo para o Benfica, enquanto Tosun, Quaresma (de "penalty") e Aboubakar, avançado emprestado pelo FC Porto ao Besiktas, fizeram os golos da equipa da casa. Na outra partida do grupo o Nápoles, a jogar em casa, não foi além de um empate sem golos frente ao já eliminado Dynamo Kiev, o que deixou as contas neste impasse:


E assim, com tudo por decidir menos o último lugar, que é do Dynamo, realiza-se na terça-feira, dia 6 de Dezembro, a última ronda, com os jogos Benfica-Nápoles e Dynamo Kiev-Besiktas. O Benfica tem vantagem no confronto directo com os turcos nos golos marcados fora de casa, enquanto estes têm vantagem sobre o Nápoles. Uma vitória da equipa portuguesa significa o apuramento com vitória no grupo, enquanto que em caso de empate, apenas a vitória do Besiktas relegaria o Benfica para o terceiro lugar, e para a Liga Europa. A equipa de Rui Vitória pode mesmo perder contra os italianos, desde que os turcos não ganhem na Ucrânia. Recorde-se que no jogo do Estádio de San Paolo o Nápoles venceu o Benfica por 4-2.


Entretanto já no dia anterior ao jogo do Benfica, também o Porto e o Sporting tinham realizado os seus compromissos na Champions, e começo pelos primeiros, que empataram sem golos na Dinamarca frente ao FC Copenhaga, e apesar de existirem menos equações no Grupo G quanto ao eventual apuramento, torna-se imperativo ganhar na última jornada em casa ao Leicester. Os ingleses já garantiram o apuramento após vencerem o Club Bruges em casa por 2-1, e três dias depois da ida ao Dragão têm uma recepção ao Manchester City para a Premier League. O Porto ainda se pode apurar em caso de empate ou derrota, mas para isso o FC Copenhaga não pode vencer na deslocação à Bélgica, e em caso de igualdade pontual, os dinamarqueses levam vantagem no confronto directo, uma vez que empataram no Dragão, mas marcaram um golo, ao contrário dos portistas no jogo fora.


Já o Sporting, que jogou no mesmo dia que o Porto, viu goradas as (poucas) hipóteses que tinha em conseguir o apuramento para os oitavos da Champions, ao perder em casa com o Real Madrid por 1-2, repetindo assim o mesmo resultado do jogo do Santiago Barnabéu, onde viu a vitória fugir-lhe nos derradeiros instantes do encontro. Desta feita foram os "merengues" que estiveram em vantagem, graças a um golo de Varane aos 29 minutos, e apesar de ter tentado "fazer pela vida", a equipa de Jorge Jesus viu-se reduzida a dez elementos já na segunda parte, devido à expulsão do lateral-direito João Pereira - mais uma vez a equipa leonina a demonstrar falta de traquejo e de algum sangue frio  tão necessário neste tipo de prova. Mesmo assim o Sporting chegou ao empate ao minuto 80, na transformação de uma grande penalidade convertida por Adrien Silva, mas o Real chegou à vitória graças a um golo de Benzema, não no minuto "oitchentchocho", mas no anterior, aos 87. 


Foi providencial, a vitória do Real Madrid, que assim mantém as ambições em chegar ao primeiro lugar do Grupo F, precisando para isso vencer em casa o Borussia Dortmund na última jornada. Os alemães protagonizaram um resultado fora do comum no jogo em casa frente ao Légia de Varsóvia, vencendo por 8-4, que constitui o recorde de mais golos marcados numa só partida da fase de grupos da Champions. O Sporting, por seu lado, já está afastado dos oitavos, e ainda não garantiu a repescagem para a Liga Europa; os leões estão proibidos de perder na Polónia se quiserem continuar nas competições europeias.


E finalmente na Liga Europa, o Braga manteve acesa a luta pela qualificação ao empatar na Bélgica frente ao Gent a duas bolas, segurando o segundo lugar que pode ser seu, caso vença o Shaktar Donetsk na derradeira jornada e não queira ficar a depender do resultado da partida entre o Konyaspor e os belgas. O Shaktar já garantiu o primeiro lugar, somando por vitórias todos os desafios realizados, e é improvável que vá a Braga na máxima força, até porque no fim-de-semana seguinte joga em Kiev frente ao Dynamo, um jogo que pode ser decisivo nas contas da liga doméstica.


Posto tudo isto, está cada vez mais em risco a presença de uma terceira equipa portuguesa na Champions na época 2018/19, na qual se contabiliza a pontuação geral das equipas nos cinco anos entre 2012 e 2017. Uma passagem do Porto e Benfica à fase seguinte da actual edição daria um bom impulso, bem como uma eventual chegada de Sporting e Braga a uma fase adiantada da Liga Europa, mas é preciso ter em conta que ainda há quatro equipas russas em prova. É de aproveitar enquanto há, portanto.