sábado, 24 de janeiro de 2015

Gerações

Yangon Calling

Uma súbita e conveniente amnésia



Podia descrever de muitas maneiras a manifestação desta tarde, usando os mais diversos lugares comuns: "A montanha pariu um rato", "Eles falam, falam, falam", ou "Mais as vozes que as nozes" - e este se calhar era o mais indicado, uma vez foram mais as vozes que se insurgiram contra as declarações de Fong Chi Keong há dez dias na AL do que as "cascas de noz" que deram o corpo ao manifesto. Das imagens que recolhi é fácil de perceber que toda aquela gente cabia facilmente dentro de uma avião, e garanto que já vi casamentos ciganos ou comícios do POUS mais concorridos que esta manifestação. Talvez a organização vá dizer que estavam mil pessoas, a polícia vai dizer que estava só o Jason Chao y sus muchachos, dois bêbados e um cão, mas para quem tem olhos estima que participaram cerca de 150 pessoas, se tanto - para os democratas foi "another day at the office". Bem, este súbito desinteresse pelo "happening" do ano e que tanta tinta fez correr e tantas línguas secou quer dizer que já todos se esqueceram, e não vão falar mais nisso, é não é suas dondocas? E se forem está aqui o tio Leocardo para vos praticar "violência doméstica" no rabiosque. Pode-se dizer então que Chui Sai On "livrou-se de boa" de mais um embaraço perante os "bosses" do Governo Central, que não gostam mesmo nada de ver a malta aos gritos na rua, e pronto, enfim, vamos fingir que marcar uma manifestação destas a um Domingo para o Sábado seguinte foi "coincidência". É da bur(r)ocracia, se calhar...

PS: Obrigado à Esperança Cunha (mais conhecida nas redes sociais por Espie Cunha) pela "participação especial".

Festa da FA Cup em...Cambridge



O campeonato inglês pára este fim-de-semana para dar lugar a mais uma eliminatória da FA Cup, a Taça de Inglaterra, e já aconteceu uma agradável surpresa logo no encontro de abertura, esta sexta-feira: o Manchester United não foi além de um empate sem golos no reduto do modesto Cambridge United, da League Two (quarto escalão). Cambridge é mais conhecido pela sua secular universidade do que propriamente pela sua equipa de futebol, que tem duas passagens pelo segundo escalão e duas presenças no quartos-de-final da FA Cup em todo o seu historial, o que é manifestamente pouco. E é talvez por isso que o empate frente ao gigante ManU, colecionador de troféus atrás de troféus nas últimas três décadas tenha um sabor mais especial para os oito mil adeptos que se deslocaram ao Abbey Stadium, mesmo que o jogo de desempate em Old Trafford terá apenas um sentido, e já será bom perder por poucos golos de diferença. E não pensem que o treinador Louis Van Gaal fez descansar os habituais titulares, nada disso: no onze inicial estiveram nomes como Di Maria, Falcao, Fellaini, Valencia, Carrick e Blind, com Van Persie a entrar também a meio do do segundo tempo, e talvez a única ausêncoia de monta tenha sido a do avançado Wayne Rooney. O que aconteceu, pois, foi que os "red devils" não passaram no difícil exame em Cambridge.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

A sério?



E termina mais uma semana, a maior parte desta passada fora do território, na belíssima República da União do Myanmar. Infelizmente a factura de tanto "fascínio" chega agora na forma de uma ligeira gripe, helas, estou a ficar velho. No entanto antes de ir tomar o xarope e ir passar pelas brasas um par de horas (quero ver se recolho algumas imagens da manifestação desta tarde) deixo-vos com o artigo de quinta-feira do Hoje Macau. Um bom fim-de-semana para todos.

Tudo bem 
Aqui ninguém me conhece
Vou ser quem eu quiser
Vou seguir a minha pista,
abraçando o meu par
Fechar os olhos e ver
Jorge Palma, “Tudo Bem (Os Morangos Estão Lá)”


Lembro-me quando cheguei a Macau ter pensado: não é tarde nem é cedo. Estávamos em pleno ano de 1993, cheguei numa tarde chuvosa de Agosto, dias depois de mais um tufão, que era algo de que então só tinha ouvido falar. A minha primeira morada foi algures na zona norte da cidade, rodeado pela cinzentona Avenida Almirante Lacerda, a dois passos de uma tal Estrada Coelho do Amaral, mesmo de frente para a enigmática Rua da Barca, todos temas em tez metalizado, em tons de preto e branco cujo céu negro e o calor abafado tornavam ainda mais salientes. Enquanto olhava pela primeira vez da janela do meu quarto senti o peso do mundo nos ombros, um sentimento que interpretei como de medo, de ter feito a aposta errada ao deixar para trás o anil do céu lusitano, o ar que nos enchia os pulmões quando respirávamos fundo. Acreditam que ainda não vi em Macau uma única espiga? Não que me recorde. Onde vivia lá em Portugal passava todos os dias por terrenos baldios de onde brotavam as espigas, como que fazendo questão de marcar a sua presença. Mesmo nas zonas mais urbanizadas, com prédios uns a seguir aos outros, há sempre um cantinho qualquer que ficou por calcetar de onde brota, mesmo que timidamente, uma carnuda espiga.

O problema com as primeiras impressões é elementar – só nos é permitido fazer uma. Sabendo pouco ou nada desta realidade tão díspar, o que via da janela do quarto causava-me aperto que mais tarde vim a entender ser o apelo das velhas pedras que se erguiam e sustentavam a cidade que tantas histórias tinha para contar. Não contribuiu muito o facto de na altura decorrer uma greve dos funcionários municipais, que deixaram o lixo por recolher durante quase uma semana. A primeira imagem que me ficou da Cidade do Santo Nome de Deus foi o cinzento, a chuva, o chão molhado, o calor e a humidade misturados com o cheiro do lixo e os ratos, acompanhados do som de um ou outro bate-estacas e, tudo junto, parecia que era o demo que se ria de mim, exalando um bafo fétido. Foi um choque, só isso. Três meses depois tinha quase tanta certeza como tenho hoje que Macau era a cidade onde iria passar senão o resto, a maior parte dos meus dias. Foi só deixar o Marrafico cansar-se da risota e escutar o que contavam as tais pedras, e sentir os passos pela calçada cheia de coisas para contar. Escutar é o mais importante quando as nossas pegadas ainda não deixam marcas. Paciência, era a tal paciência de chinês de que tanto se ouve por aí falar.

Foi só um ano depois que mergulhei nos livros que falavam da História de Macau – não interessa porquê, não foi por vontade própria, mas em boa hora aconteceu. Deu para entender que o próprio “timing” da minha chegada – da nossa, de todos os que aqui chegaram durante o epílogo da História do nosso Império Ultramarino – foi o ideal. Os quatro séculos e meio de interlúdio entre a nossa chegada a estas paragens e nossa saída de cena são pontuados por momentos de tensão que só os livros nos permitem imaginar. Se há quem sentiu na pele outras saídas de cena menos dignas do actor que foi o nosso lusitano expansionismo, é de lamentar, mas Macau foi o bom aluno, um exemplo a seguir. Foram as garantias que me vinham sendo dadas logo desde a hora em que assentei os pés nesta cidade tão acolhedora, tão calorosa e tão livre que me levaram a ficar. Era evidente o ambiente de relativa confiança da parte dos que tomaram a mesma decisão que eu, uns mais categoricamente, outros mais reservados, ninguém temia uma brusca alteração da matriz que caracterizava a Macau que aprendemos a amar.

Depois de 1999, a data que para muitos chegou a ser um prazo de validade como os que constam dos pacotes de bolachas ou das latas de conserva, passaram cinco anos, tivemos testes à nossa vontade de levar adiante os compromissos, resistimos às contrariedades e demos provas de identidade, de um sentimento de pertença. Depois veio a bonança, as “vacas gordas”, e estranhamente fomo-nos acomodando, tornámo-nos mais individualistas, quando um pouco mais de espírito de união nos podia ter evitado alguns dissabores, algumas cisões que se sentiram e que se continuam a fazer sentir. Sinto hoje menos confiança, e não falo por mim, pois não passo de mais um peão neste tabuleiro, mas de quem nos devia transmitir essa confiança. Penso no que foi Macau quando cheguei, o sabor da sua génese multicultural que aprendi a identificar e a gostar, e agora parece-me uma imitação sensaborona, fabricada num qualquer armazém da Areia Preta. Então como é, estamos a brincar ou é para levar isto a sério?


Zoófilia: afinal o que é?



Enquanto preparava um artigo para amanhã dedicado aos direitos dos animais (analítico, não partidário), deparei com uma confusão que nem as curvas mais sinuosas do infame Acordo Ortográfico conseguem servem de justificação: a definição de "zoofilia". Sempre dei como certo que "zoofilia" é o amor pelos animais, como aliás fez disso mote a União Zoófila Portuguesa (AZP), a apoiar os bicharocos desde 2001, recolhendo animais abandonados ou em risco, promovendo a vacinação e a esterilização, levando a cabo campanhas de sensibilização, facilitando adopções e fornecendo serviços de veterinária a preços mais acessíveis aos seus associados. Gente do bem, portanto, estes zoófilos. Contudo no lugar dos responsáveis, associados e amigos da AZP teria que me explicar muito bem quando fosse ao Brasil, e não seria de estranhar que um dia aparecesse à porta da sede da Av. Luís Bívar, no Saldanha, um grupo de brasileiros acusando a associação e os seus membros de praticar actos contra-natura com animais - no país-irmão é isso que "zoofilia" quer dizer. Exemplo:



Na página do grupo do Facebook "Direitos dos Animais" damos conta de um caso lamentável do estupro e morte de uma burra - não dá para saber muito bem o que veio primeiro. Em baixo lemos que foi "morta e estuprada", em cima, e lá está, fala-se em "Zoofilia seguido de morte". Portanto pressupõe-se que os autores daquele barbárico acto não terão propriamente desparasitado, alimentado e feito festinhas à burrita antes de lhe "fazer a folha". De volta cá abaixo temos um comentário de uma tal Luiza Marillac, que defende penas de cadeia para quem pratique a "zoofilia". Parece não existir dúvidas: aqui "zoofilia" significa "prática do coito com um animal". E agora, isto está bem ou está mal? (A designação, entenda-se, pois o acto em si é hediondo).





Ora eu digo que está mal; para mim um zoófilo é quem gosta de animais, e evitemos as confusões: "gosta" no sentido de que aprecia, tem simpatia por, e não no sentido de que sente atracção ou gosta de os comer. Não, um adepto de um bom frango no espeto não é um zoófilo. Temos o prefixo "zoo" que significa "espécie animal" e o sufixo "filo", ou "amigo" - amigo dos animais, portanto. E quem não é assim tão amigo, como no caso da pobre burra violentada e depois morta, ou vice-versa? Como se designa então um perverso molestador de criaturas irracionais?



Aí está, "bestialidade", ou o mais comumente usado "bestialismo" serve para designar o sexo com animais, ou "bestas". Isto é dos livros, ou diria antes dos filmes, pois se fizerem uma pesquisa num motor de busca (ou num sítio de pornografia) da palavra "bestialidade" (prefiro esta a "bestialismo", que soa mais a "qualidade de se ser bestial") ou na variante inglês "bestiality", é exactamente isso que vão encontrar: sexo inter-espécies. Humanos com porcos, galinhas, cavalos, enguias, enfim, penso que já me fiz entender quanto a este aspecto.



Outra forma que pode ser usada para descrever o tipo de patife como o da notícia em epígrafe é "zooerastia", mas como podemos ver na nota em baixo da remissão ao sinónimo "bestialismo", é um termo "pouco usado". Agora isto sou apenas a especular, mas creio que a razão que leva a que não se utilize esta definição é a possibilidade de existir confusão com o Zoroastrismo, religião cujos seguidores são conhecidos por "zoroastristas".



Agora é que as coisas se complicam: se na norma brasileira utiliza-se "zoófilia" para descrever o sexo com animais, e em Portugal "bestialismo" tem primazia, porque vêm publicações na imprensa como estes dois exemplos que deixei acima complicar as coisas? Em vez de nos andarmos a entreter à cata dos "p" a mais ou "c" a menos antes de outra consoante ou das hifenizações, deviamos antes tomar atenção a estas confusões, que como se pode muito bem deduzir, podem causar mais do que simples embaraços. E os senhores da União Zoófila, o que têm a dizer em sua defesa?


"Cinco dias em Yangon": Leocardo no Myanmar



O factor Fong


Como os leitores devem ter percebido (até porque não me cansei de dar publicidade a esse facto) estive fora de Macau nos últimos dias, numa sempre retemperadora e recomendável mudança de ares. Apesar de ter-me feito maravilhas ficar na total ignorância sobre o que se passa em Macau durante o primeiro dia e meio, resolvi dispensar meia-hora diária para me inteirar da actualidade da RAEM, e como não podia deixar de ser, as declarações do deputado Fong Chi Keong na AL a semana passada continuam a dar que falar. Por entre o rufar dos tambores da indignação da parte de uns (andamos hiper-sensíveis, pelo que vejo) e o habitual silêncio tácito de outros, surgem notícias de uma manifestação marcada já para amanhã, Sábado, organizada pela Associação Consciência Macau, liderada por Jason Chao, que conta já com o apoio de outras associações, prevendo-se que mobilize alguns milhares de pessoas. A imprensa em língua portuguesa aproveitou para mandar as suas larachas - e o terreno era fértil para o efeito - mas apenas José Rocha Dinis, mesmo que enveredrando por outro caminho, toca no ponto essencial: o factor político e as consequências que as declarações de Fong Chi Keong poderão ter para o homem que o nomeou, Chui Sai On, Chefe do Executivo.

É preciso ter as vistas muito curtas para pensar que se organiza uma manifestação apenas por causa das palavras de um indivíduo que já deu provas de que sofre de algum tipo de retardação mental. Pode ser esse o mote, mas as palavras de ordem que se escutarão amanhã nas ruas serão contra o Executivo no seu todo, e o seu responsável máximo em particular. Já tinha referido neste artigo em Outubro de 2013 que Chu Sai On estava a dar um tiro no pé quando nomeou Fong Chi Keong - ninguém com o mínimo de sensibilidade política nomeia Fong Chi Keong. É como se o deputado fosse um inimputável, um menor em risco, e é lógico que a conta apareceria sempre na casa do "encarregado de educação". É um facto - como Rocha Dinis aliás destaca - que no passado tivemos deputados nomeados de elevado calibre, e que esta forma de representação no hemiciclo serve (ou devia servir) para equilibrar a sua composição, deixando representados sectores que as vias directa e indirecta deixam de fora. Eu diria mais: seria uma excelente oportunidade para que Chui Sai On elevar o nível da AL, chamando pessoas com capacidade, disponibilidade e valências técnicas que supram as lacunas deixadas pelo (normal) populismo do voto directo e a intransigência dos interesses que os deputados indirectos representam. Ao fazer desta função que a Lei Básica lhe incumbiu uma mera distribuição de assentos pelos que ficaram de fora das outras duas vias, o CE retira-lhe qualquer nexo.

Não estou a ser do contra, e podem interpretar isto da maneira que quiserem: não fiquei chocado e muito menos supreso com as declarações de Fong Chi Keong. Vindo de quem no passado afirmou em plena AL que os jovens de Macau "não prestam", teceu comentários homofóbicos e basicamente acha que está tudo bem em Macau porque a vida lhe corre de feição, e quem se queixa "não tem nada que fazer", espera-se o quê? Engraçado como algumas das suas tiradas até se encaixam no carácter de muito boa gente em Macau, que julga que a sua medida deve ser aplicada a toda a gente como a mais correcta e o exemplo a seguir. Entendo que as senhoras se tenham sentido particularmente ofendidas com esta verborreia que lhes foi especialmente dedicada, mas não vi nenhuma das 7 (sete) representantes do chamado "sexo fraco" presentes no hemiciclo a insurgirem-se contra o deputado. Estariam distraídas? Será que na versão chinesa as palavras de Fong Chi Keong têm menor impacto? Já me disseram que não, mas também me disseram que a cultura Ocidental é muito menos tolerante ao conceito tradicional de "família" exposto pelo deputado. Ou será que "quem cala consente", e quer Melinda Chan, Angela Leong, Ella Lei, Song Pek Kei e companhia até apreciam um toque mais "agreste" nos seus relacionamentos familiares? Duvido. Estavam-se nas tintas, é o que é. Estes diplomas da estirpe do da violência doméstica, dos direitos dos animais ou qualquer com o mínimo de pendor social são um enfado para esta gentinha. Não é para isso que eles ali estão, e os mais atentos sabem disso muito bem. Nem dá para definir sequer o papel social dos deputados da AL, que parecem viver num mundo à parte do resto da população.

Era pertinente - e não me canso de dizer isto - que fosse outro deputado com meia dúzia de neurónios funcionais a questionar a unanimidade com que esta lei passou, sem que se levantasse uma dúvida que fosse à sua aplicação no concreto. É claro que precisávamos de uma lei destas, própria de qualquer jurisdição moderna e com gente que se quer civilizada, mas como é que se vai usar tão precioso bem? Convido-vos mais uma vez a ler o texto da proposta de lei, aqui, e reparem como o Instituto Acção Social fica dotado de poderes quase equiparados aos de uma autoridade civil. Temos técnicos em Macau com capacidade técnica para analisar cada caso com rigor, e evitar que se cometam injustiças? Quais, os que ainda tão recentemente como no início deste mês disseram "não entender" como foi possível centena e meis de jovens serem aliciadas pela internet por alguém que se fazia passar por agente do mundo da moda? Isto é a instituição da família de que estamos aqui a falar, e se há algo que a pantomimice de Fong Chi Keong veio provar é que a lei é ela própria tintada de preconceito: a mulher é a vítima. Se a "vítima" for um homem, passa por frouxo, e as crianças nem voz têm na matéria. Seria interessante fazer um inquérito entre os menores de 16 anos do território para saber quantos estão a par da votação da legislação contra a violência doméstica - ou se entendem esse conceito propriamente dito.

Mas para já do vendaval político que foram as declarações de Fong Chi Kong - o pretexto, não as declarações "per si" fica Chui Sai On com a casa virada do avesso: menos de seis meses após a sua conturbada recondução no cargo e menos de três meses depois de ser empossado, duvido que Pequim veja com bons olhos um 25 de Maio transformado num 24 de Janeiro. Dificilmente o sr. deputado fala-barato se demite, como sugeriu Rocha Dinis (e como faria qualquer político decente, e aqui estão dois adjectivos que não combinam com Fong Chi Keong), e no máximo arranja-se um acordo de bastidores, como aconteceu com Cheong U. No mínimo não lhe dão a concessão das obras do Governo, como vinha sendo sendo da prache. Vá lá, pronto, dão-lhe só duas ou três. Quem se fica a rir é Jason Chao e a oposição ao Executivo; a oposição-extrema, que Macau é uma terra de extremos. Entre um extremo e o outro estamos nós, uns acomodados, outros nem por isso, e já nem a tábua de salvação que eram as receitas do jogo parece aguentar o peso das "faces" que teimam em nunca se entender na hora de uma dar a outra. Resta-nos então continuar a ver quem coloca a mais bonita faladura. Por enquanto...



Premier League - 22ª jornada



Disputou-se no passado fim-de-semana mais uma ronda da Premier League inglesa, a nº 22, que se viria a revelar vantajosa para o Chelsea, que aumentou a sua vantagem sobre a concorrência na discussão do título. E os homens de Mourinho fizeram por isso, abrindo as hostilidades com uma goleada por 5-0 no reduto do Swansea. Pode-se dizer que houve "samba" no País de Gales, com os londrinos a resolverem a partida no primeiro tempo com dois brasileiros - um deles com passaporte espanhol - Oscar e Diego Costa, com o alemão Schürrle a fechar as contas aos 76 minutos.



Enquanto o Chelsea ficava com 5 pontos à maior na liderança à espera do desfecho da partida do dia seguinte entre o Manchester City e o Arsenal, realizavam-se outras partidas, e entre os aflitos destaque para a vitória do Crystal Palace por 3-2 no reduto do Burnley, e da derrota do Leicester em casa frente ao Stoke City pela margem mínima. Na luta por um dos lugares de acesso à Champions o Liverpool disse "presente" ao vencer em Birmingham o Aston Villa por 2-0, e o Tottenham destoou da tarde azarente para as equipas caseiras e venceu em White Hart Lane o Sunderland por 2-1. A outra equipa de Manchester, o United, regressou às vitórias vencendo em Loftus Road o Queens Park Rangers, alcançou temporariamente o 3º lugar, ficando à espera do desfecho do encontro entre Newcastle e Southampton.



...E a equipa de Ronald Koeman não deixou os seus créditos por mãos alheias, e foi ao St. James Park bater os irregulares "magpies" por duas bolas a uma, com o holandês Eljero Elia, acabado de contratar aos alemães do Hamburgo na reabertura do mercado este mês a tornar-se o "herói" dos Saints, ao apontar os dois golos.



E já no Domingo foi a vez do West Ham reafirmar a sua candidatura a um lugar na prova mais importante do calendário futebolístico europeu, goleando com facilidade em casa o aflito Hull City por 3-0. No jogo mais importante da ronda o Arsenal de Arsene Wenger foi ao City Ground dar uma lição tática a Manuel Pellegrini, saíndo com uma importante vitória por 2-0, golos de Cazorla (penalty) e Giroud, que deixa os arsenalistas no quinto lugar a um ponto do ManU, enquanto o Manchester City deixa fugir o Chelsea, encontrando-se agora a cinco ponto do 1º lugar. A jornada ficou concluída na 2ª feira com um nulo entre Everton e West Bromwich, e o campeonato regressa no dia 31, pois este fim-de-semana joga-se mais uma eliminatória da FA Cup.

Classificação (dez primeiros):

1 Chelsea 22 52
2 Manchester City 22 47
3 Southampton 22 42
4 Manchester United 22 40
5 Arsenal 22 39
6 Tottenham 22 37
7 West Ham 22 36
8 Liverpool 22 35
9 Swansea 22 30
10 Stoke City 22 29

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

De joelhos

…E lembrei-me de ti


Os meus sentidos pêsames

Saudades de quem não se sabe vender aqui

Onde eu já vivi. Sem saber como nem quando. Onde eu já dormi

Condolências para quem continua sem saber. O que faz aqui

Como eu só vivi. Também já acordei um dia sozinho

E no entanto lembrei-me de ti.




ရန်ကုန် အလှတရား - Yangon beauties

Os destemidos

ရန်ကုန်ဖက်ရှင် - Yangon Fashion

Mandalay Rum

House of Memories

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

domingo, 18 de janeiro de 2015

Provedor do Leitor



Desta vez faço um "Provedor do Leitor" a propósito de um outro que fiz a 30 de Dezembro último e onde respondi a dois comentários anónimos, qual dos dois o mais boçal. E como não há limites para a pobreza de espírito, que por vezes regista valores muito abaixo do zero, houve quem achasse que não fez figura suficientemente triste da primeira vez:

"se ficaste ressabiado o problema é apenas teu, há comentários que surgem apenas para informar, corrigir ou esclarecer. assim como existe liberdade para escrever falácias no próprio blog, também existe liberdade para alguém corrigir as mesmas. se queres não estás para te chatear, não escrevas [LOL, fascistazeco/a] ou consulta melhor as tuas fontes antes de falares sobre o que não sabes. haja distinção entre exprimir opinião, e afirmar factos ;)"

Esperem...esperem...



Não interpretem este bocejo como manifestação de insolência ou arrogância, mas começa a tornar-se repetitivo ter que explicar sempre a mesma coisa vezes sem conta. Já tentei a via da diplomacia, já levei isto na brincadeira, mas epá, não me vão ver aí a declarar guerras a ninguém ou a fazer birra, pois isso parecer ser a vossa especialidade, ó pázinhos. Antes de administrar o paliativo para a dor-de-corno crónica que por aí anda, vou explicar devagarinho o que queria dizer no artigo do dia 30, e vou itemizar, porque pode ser que tantas letras juntas vos façam confusão. Estão a ver como sou camarada?

- No artigo sobre o Vitório do Rosário Cardoso o comentário apresenta-se nestes termos: "Desculpa lá, Leo, mas o teu amigo é um pulha. Sei do que falo." Isto não é opinião, não é facto, não é falácia, não é nada. É cócó. Penso que quanto a este assunto estamos conversados.

- A afirmação "ela tinha treze anos, nao frequentava o secundario" é, a meu ver, discutível. O que considero "ensino secundário" é do 7º ao 12º ano, sendo os últimos três chamados "secundário complementar" - era assim no meu tempo, e não estamos aqui a falar de 1930, e o meu filho, actualmente com 13 anos, está no 9º ano, no ensino secundário. Eu próprio quando tinha 13 anos estava também no 9º ano, e assumindo que a Mónica terminou no ano passado um curso superior aos 23 anos, aposto que sim, que estaria no mínimo no 8º ano na altura em que perdeu os pais e foi obrigada a regressar a Portugal.

- Agora vou reproduzir as passagens do artigo Lembrando o tsunami (e pensando na Mónica) em que me refiro às qualidades que identifico na Mónica, sem a conhecer pessoalmente:

"Um exemplo de resiliência, de querer, de vontade de andar de mãos dadas com a natureza é o de Mónica Ribeiro, uma jovem que tinha 13 anos quando se deu o "tsunami" no Oceano Indico."

"Nestas reportagens que mexem com este tipo de emoções, é natural que os repórteres queiram o seu quinhão de "sangue, suor e lágrimas", nem que seja para transmitir aquela dose de realismo, de emoção (...) Mas a Mónica esteve à altura, e soube comportar-se como a senhora feita que é: nem uma lágrima de crocodilo, um fingimento, uma emoção fora da personagem de uma jovem de 23 anos, feliz e sorridente que aparenta ser."

"Hoje a Mónica é recém-licenciada em Medicina Veterinária, ou seja, retribui de alguma forma para a natureza, a que outros ou outras atribuíriam as culpas pelo choque que sofreram ainda durante tenra idade. Visitei a sua página no Facebook e não vi lá uma única referência à tragédia, ou qualquer apelo, tentativa de vitimização, ou sequer uma ligação a qualquer página de alguma organização, nada relacionado directa e/ou indirectamente a seja o que fôr ou que dê alguma pista que se tenha posto alguma vez em bico de pés, ou sugira que andou de mão estendida a pedinchar, e nem a pedir pelo menos que tenham pena de si."

Portanto, assumindo que este comentário deixado no "Provedor do Leitor" do dia 30/12 é da autoria da mesma pessoa que deixou este último, deixe-me fazer-lhe a seguinte pergunta: onde é que - e deixando de lado a questão do "ensino secundário", que mais parece uma infantilidade, tal é o minucioso preciosismo - o facto da Mónica ter ou não feito um filme sobre o que lhe aconteceu fere de morte qualquer destes argumentos que apresentei em cima? A Mónica não esteve no "tsunami", é isso? Mentiu? Vamos deixar de lado essa questão antes que se entre pela via do mau gosto, e eu estou aqui muito sinceramente a conversar como um adulto e tentar deixar claros um ou dois pontos que me parecem ser desde início tintados pelo borrão do mal-entendido.

Se leu na totalidade o último "Provedor do Leitor", vai ver que no último parágrafo digo isto:

"O parvo aqui sou eu, que andei à procura de uma pista qualquer que me deixasse saber mais alguma coisa sobre algo que a pessoa que denuncia devia ter ela própria exposto - que é o que eu faço, estão a perceber? Até pode ser que estejam a dizer a verdade, ou que de alguma forma tenham a razão do vosso lado, não sei. E porque não sei? Porque não me dão nenhuma indicação de que não estão apenas a ser sacanas e uns fdp, e que não têm mais nada que fazer."

E vejam lá vocês quem vem agora falar de "falácia" e de "fontes" e do tanas. Fui parvo, a sério que fui, e depois de ler aquele comentário dei-me ao trabalho de fazer o que nem devia ser da minha competência, e fui imediatamente a um motor de busca procurar "mónica+ribeiro+tsunami+filme+concurso" e nada! E mesmo que isto fosse verdade, o que a proíbe de fazer um filme sobre a sua experiência? E que "trabalho à volta do mundo" é este de que se fala aqui, e onde está? É mentira que ela se lincenciou em Medicina Veterinária? O que eu queria ver mesmo era o filme, e aí no caso de surgir alguma eventual irregularidade, depois analisava-se, ou não, sei lá? Com que tipo de pessoa tão pequena e mesquinha estou eu aqui a esgrimir argumentos, se nem sequer se dá ao trabalho de provar o que insinua e ainda atira para cima de mim a responsabilidade de provar o que ELA afirma.

E ainda bem que fala em opiniões e factos, e de como devemos diferenciá-los. É mais que evidente, e isto qualquer criança alfabetizada lhe pode dizer, que o meu artigo inicial sobre a Mónica não reflecte mais do que a minha opinião, daí ter deixado bem claro que não conheço a menina nem nenhum familiar dela. Facto, e isto depois de uma pequena pesquisa (mais que suficiente), é que a Mónica não usa e abusa do drama por que passou para fazer disso o meio e o fim de tudo. Sabe o que fiz? Fui à página do Facebook da menina, dei uma pequena vista de olhos - e ela nem esconde nada - e tirei as minhas conclusões. Demorei cinco minutos e aprendi isto tudo. Outros há quem em duas semanas suam as estopinhas para deixar o mundo saber que quem vive com menos de 4000 patacas quase não toma banho e não se dá ao trabalho de ir cinco minutos ao Facebook verificar se a pobre criatura que passa fome e é a prova viva da austeridade não lhe está a "enfiar o barrete". É piada que uma "top-model" com fotografias publicadas em "revistas no Reino Unido" chegue ao dia 15 sem dinheiro para comer. É embaraçoso que se dê um prémio a algo manchado por essa falta grave. Que se insista ignorar o erro e não demonstrar um pouco de modéstia é mais que arrogância e pedantismo: é uma VERGONHA.

Agora como conclusão - e dispenso reproduzir novamente o bocejo, apesar de ir dizer o que vou dizer pela ENÉSIMA vez - volto a deixar bem claro: NÃO ESTOU A COMPETIR COM NINGUÉM! Não faço o mesmo que vocês fazem, não estou a fazer nada de ilegal, tenho outra profissão, um emprego, também erro, assumo que erro, e em última instância terei que abarcar com as consequências desses erros. O blogue é 100% amador, e não digo isto com a mesma ligeireza do Paulo Portas quando afirmou que não queria nada com o poder naquele vídeo que se tornou viral, do programa "Raios e Coriscos" - isto podem escrever: NÃO QUERO NADA! E não vos quero chatear, mas se me aproximo e tento trocar impressões, comportam-se como "bullies", "prima donnas", virgens ofendidas numa feira de vaidades - e que vaidades? Somos praticamente os mesmos a escrever uns para os outros, que porra.

Sou o mesmo de há nove anos. Tudo bem, limei algumas arestas neste blogue que comecei há mais de sete anos, mas faço e-xac-ta-men-te a mesma coisa. O que vocês entendem como despeito ou provocação não é mais do que um mero direito à crítica, e há também boa crítica, sabiam? Foi apenas necessária "picar" as sensibilidades um bocadinho e saltaram logo na rede. Com essas atitudes de "orelhas moucas", arrogância e boicotes, conseguem ser os vossos piores inimigos, e daquilo que apregoam. Chegam a ter atitudes dignas dos mafiosos italianos, passo a grossa comparação. Se me quiserem tabelar como um "maluquinho" e deixarem-me a falar sozinho, tanto faz. Eu fico a falar sozinho. E não me calo, disse podem ter a certeza, meus anjinhos.

Jocas do Leocas.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Leocardo vai à Taipa!

Calçada da Rocha, nº 1








Minha cara Aisha Gaddafi...



Recebi no passado dia 6 de Janeiro o seguinte correio electrónico, que passo a reproduzir na íntegra:

Hello Dearest One in need,

I am Miss.Aisha Gaddafi, one of the daughters of the embattled president of Libya, I am currently residing in one of the African Countries, unfortunately as a refugee. At the meantime,my family is the target of Western nations led by Nato who wants to destroy my father at all costs. Our investments and bank accounts in several countries are their targets to freeze.

I have been commissioned to contact an interested foreign investor/partner who will be able to take absolute control of part of the vast cash available to private account with my late brother who was killed by NATO air strike, for a possible investment in your country.

If this transaction interest you, you don’t have to disclose it to any body because of what is going with my entire family, if the united nation happens to know this account,they will freezing it as they freeze others so keep this transaction for yourself only until we finalize it.I want to transfer this money into your account immediately for onward investment in your country because I don’t want the united nation to know about this account that deposited in my father bank with BIB BANK, which is (35.5 Millions)!

Therefore if you are capable of running an establishment and can maintain the high level of secrecy required in this project, kindly respond with the following information for more details of about the project.!

1. Your full names and address
2. Your private telephone and fax numbers
3. Your private email address
4. Age and profession

Best Regard,
Miss.Aisha Gaddafi.


Pois é, não é todos os dias que recebemos um destes mails tão pretencioso. Fui contactado recentemente por uma tal Samantha Justin, um certo Omar Mmercy (sic) e ainda uma Maria Traore, todos mais ou menos com um a história semelhante para contar, mas pela filha do ex-ditador líbio Muammar Gaddafi. É uma honra! Às vezes gostaria de ser suficientemente inocente para levar estas coisas um bocadinho a sério, já que é impossível tão burro para levar muito a sério. Fosse assim tão inocente e começava por saudar a "miss" Aisha, desejando que esteja bem num dos 53 países "outros países africanos" além da sua Líbia natal onde se encontra neste momento, e desejar-lhe a melhor das sortes no combate a esses malvados da NATO, que lhe queirem deitar a mão à imensa fortuna que tem depositada no BIB (Banque Internacionale du Burkina, isto precisei de ir pesquisar). Com toda a certeza que não lhe faltarão financiadores, não sendo necessário recorrer a um humilde Zé-Ninguém que se encontra a milhares de quilómetros. A parte mais aborrecida seria comunicar-lhe que o "alvo" desse eixo do mal composto pelos países ocidentais, o seu paizinho, já foi pelos ares há tanto tempo que já quase ninguém se lembra da data de quando o senhor passou à História - e para as páginas mais negras, lamentavelmente para o seu povo.

No mundo do faz-de-conta existirão pessoas que caem em truques deste género, e não é necessário muito mais que a ambição desmedida para que o bom senso faça as malas e diga "chau" enquanto o julgamento fica turvo de verde, cor dos dólares. No mundo real Aisha Gaddafi está bem e recomenda-se, gozando a sua fatia da fortuna do pai em Omã (nem sequer é num país africano...), graças ao asilo político concedido por aquele país arábico. Curiosamente Aisha foi embaixadora da boa vontade das Nações Unidas até Fevereiro de 2011, altura em que foram impostas sanções ao regime líbio, e já desde essa altura que as contas do seu pai no exterior estão congeladas. General por inerência, advogada de formação, é casada com um primo e foi mãe quatro dias depois do seu marido ter morrido durante um dos tais bombardeamentos da NATO, a 26 de Agosto de 2011. É demasiado importante para que se tivesse esquecido tão facilmente...

Sexo de alto risco



E parece que o caso do Paul Bennett, descrito no post abaixo não é único - a humanidade começa a diversar a sua opção quanto a parceiros sexuais. Do outro lado do Atlântico encontramos este autêntico diletante do sexo, Lonnie Hutton, de 49 anos, de Nashville, Tennessee, que foi apanhado a ter relações com uma caixa multibanco e uma mesa de piquenique. Em comum com Paul tinha o facto de estar alcoolizado. A timidez leva a que se recorram a outros meios de se desinibir. É apenas natural.



Um casal da Florida, Jeremie Calo (na imagem) e Tiffanie Lynn Barganier, ambos de 32 anos, deram um novo sentido à "culinária afrodisíaca", e não conseguiram esperar até chegar a casa para satisfazer os seus outros "apetites", e consomaram o acto sexual na mesa de um restaurante onde onde tinham acabado de jantar, em Orlando, para uma plateia bem composta, que incluía crianças e tudo. O dono do restaurante chamou a polícia e ainda acusou Jeremie de não ter pago a conta de 101 dólares, devolvendo a factura depois de ter lá escrito um rotundo "NO". Se calhar não gostou de encontrar tantas migalhas nos lençois.



Mindi e David Rice, um casal de Tampa Bay, também na Florida, encheram os cornos de droga e convidaram uma amiga para um "menage a trois" que quase acabou num "menage a terror". Depois da "palhaçada" Mindi apanhou o parceiro a presentear a convidada com uma segunda rodada, e sentindo-se ultrajada por não lhe ter sido feito um convite, apontou uma arma a ambos a ameaçou-os de morte. A polícia ocorreu ao local após Mindi ter disparado um tiro para o ar. A julgar pela foto do cadastro, ou são daqueles jovens a quem ensinaram a sorrir sempre nos retratos, ou as drogas eram muito boas.



Ainda na onda dos trios eléctricos, Valerie Nile, de Knox County, no Maine, foi detida após ameaçar os vizinhos por não comparecerem a um "menage a trois" que tinham combinado entre eles. Realmente é chato; preparam-se as coisas e as pessoas resolvem não aparecer. É de deixar qualquer um aborrecido. A julgar pela aparência da senhora, talvez os vizinhos tenham mudado de ideias depois de a terem visto de perto, mas mesmo assim reparem no seu ar de gozo. Isso mesmo, rapariga, a vida é bela - apesar de não ter dotado dos mesmos atributos.



Agora uma história que combina a alta-roda com a mais pura das badalhoquices. A menina que vemos à direita é Frankie Santiago, de 27 anos, conhecida no submundo do "sado-maso" nova-iorquino por Alethea Lyn (eu era capaz de jurar que era o contrário...) mantinha uma relação "submissa" com Edward Sonderling, um investidor bancário, ia para três anos. Quando descobriu que o parceiro encontrou outra para bater com o chicote, partiu-lhe os vidros do carro e começou a mandar-lhe mensagens ameaçadoras. Depois de se concluir que não se tratava apenas de outra brincadeira destes "marotos", as autoridades acusaram Santiago de assédio, ameaça e conduta criminosa.



Já tivemos aqui aficionados de sexo com marcos do correio, caixas multibanco e mesas de piquenique, mas o que faz o sangue aquecer a Gerard Streator, do Wisconsin, são os sofás - talvez por serem tão "fofinhos". Não costumo julgar ninguém pelas aparências, mas neste caso abro uma excepção: com esta aparência de zarolho tresloucado, nenhum sofá ou outra qualquer peça de mobília te vai querer, ó Gerard.



Passamos agora para a Alemanha, mais precisamente para Munique, onde um homem foi obrigado a recorrer à polícia para conseguir escapar a uma ninfomaníaca que queria sexo a toda a hora, e nunca ficava satisfeita. Hmmm...desconfio que a Maria Vieira voltou a atacar.



Vamos agora até aqui perto, para a China, onde Fei Lin viu-se separado do seu "pequeno irmão" enquanto dormia. Segundo revelou às autoridades, a ofensa terá sido cometida por algum marido ciumento de uma das muitas mulheres que Fei tinha na sua contabilidade. Ó meu amigo, aprecio a "modéstia", mas se calhar o ladrão queria apenas saber o que você tinha que ele não tinha.



E para acabar em beleza, outro caso que nos chega da China, onde um homem, frustrado por não conseguir arranjar namorada, resolveu cortar o próprio pénis. Uma atitude impensada, digo eu, pois para além de dar alegria às meninas, o membro serve para outras coisas, e enfim, tomar uma atitude tão radical pode ter os seus custos. E foi quando o jovem não identificado se apercebeu que decepar tão sensível apêndice pode provocar dores lacinantes que resolveu procurar ajuda médica, mas uma vez chegado ao hospital esqueceu-se do essencial: a piroca cortada. Sendo assim, nada feito, e os médicos mandaram-no voltar a casa para ir buscar o membro para que pudessem reimplantá-lo. E ele lá foi, na sua bicicleta. Se calhar não conseguia arranjar namorada por ser esquecido deste jeito, e não se recordar de coisas importantes, como aniversários, pilas cortadas, etc.